EUA dispara contra petroleiro com bandeira iraniana por tentar furar o bloqueio
As forças do Comando Central dos EUA no Golfo de Omã anunciaram ter disparado contra “um petroleiro vazio de bandeira iraniana”, que “tentava navegar em direção a um porto iraniano”, fugindo assim ao bloqueio imposto pelos norte-americanos no Estreito de Ormuz.
Os norte-americanos dizer terem feito vários avisos à embarcação, mas a tripulação não obedeceu, razão pela qual, “as forças americanas desativaram o leme do petroleiro disparando vários tiros do canhão de 20 mm de um F/A-18 Super Hornet da Marinha dos EUA”.
Trump: “Se eles não concordarem agora, acabarão por concordar logo em seguida”
Donald Trump falou há poucos minutos na Casa Branca, onde recebeu as mães de militares norte-americanos, sobre a possibilidade de estar para breve um acordo com o Irão para acabar com o que chama de “escaramuça”.
“Está tudo a correr muito bem e vamos ver o que acontece. Eles querem chegar a um acordo, querem negociar, e acho que as mães dos militares gostariam de ouvir isso”, começou por dizer o presidente do EUA, voltando depois a elogiar “as maiores forças armadas do mundo, de longe”.
“Estamos a destruir tudo… não vamos deixar o Irão ter uma arma nuclear. Eles querem muito fechar um acordo. Veremos se conseguem chegar a um acordo que seja satisfatório para nós”, adiantou, garantindo que os EUA têm “a situação muito bem controlada”, uma vez que o bloqueio do Estreito de Ormuz “é inacreditável” e “a Marinha tem sido incrível”.
“Eles não estão a conseguir fazer passar nada. Os iranianos faliram. Vamos ver se concordam ou não”, disse, deixando depois uma ameaça: “Se eles não concordarem agora, acabarão por concordar logo em seguida.”
China apresenta ao Irão proposta de quatro pontos de “promoção da paz e da estabilidade regional”
Abbas Araghchi, ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, revelou numa publicação nas redes sociais que recebeu do seu homólogo da China uma proposta de quatro pontos “sobre a manutenção e promoção da paz e estabilidade regional”.
Este governante reuniu-se com Wang Yi em Pequim, a praticamente uma semana da visita de Donald Trump àquele país.
“O lado iraniano confia no lado chinês e espera que o lado chinês continue a desempenhar um papel positivo na promoção da paz e no fim da guerra. Apoiamos o estabelecimento de uma nova arquitetura regional pós-guerra que possa coordenar o desenvolvimento e a segurança”, disse Araghchi.
Segundo a agência de notícias iraniana Tasnim, Wang Yi definiu as ações militares dos EUA e de Israel contra o Irão como “ilegítimas” e afirmou que “um cessar-fogo completo deve ser estabelecido”.
“A região está a atravessar um momento crucial e os encontros diretos entre as duas partes são essenciais”, sublinhou o ministro dos Negócios Estrangeiros da China.
Trump diz que “é demasiado cedo” para negociações presenciais
O presidente norte-americano afirmou esta quarta-feira ao New York Post que “é demasiado cedo” para começar a preparar negociações presenciais entre os EUA e o Irão.
A posição foi conhecida após Donald Trump ameaçar o Irão com a intensificação de bombardeamentos caso Teerão não aceite um acordo.
Operação Fúria Épica “chegará ao fim” caso Irão aceite acordo, diz Trump. “Se não concordarem, os bombardeamentos começam”
O presidente dos EUA admite que a Operação Fúria Épica “chegará ao fim”, caso o Irão aceite um acordo para acabar com a guerra, mas continua a ameaçar o regime de Teerão com o regresso dos bombardeamentos se não existir um entendimento.
“Assumindo que o Irão concorda em dar o que foi acordado — o que é, talvez, uma grande suposição —, a já lendária ‘Fúria Épica’ chegará ao fim, e o bloqueio altamente eficaz permitirá que o Estreito de Ormuz fique aberto a todos, incluindo o Irão”, lê-se na mensagem publicada na Truth Social.
“Se eles não concordarem, os bombardeamentos começam e vão ser, infelizmente, num nível e intensidade muito maiores do que antes”, ameaça Donald Trump.
Irão diz que será possível travessia segura no estreito de Ormuz com o fim das “ameaças dos agressores”
A Guarda Revolucionária do Irão informou esta quarta-feira que será possível uma travessia segura no estreito de Ormuz com o fim das “ameaças dos agressores”, noticia a Reuters, que cita os media estatais iranianos.
“Com o fim das ameaças dos agressores e à luz dos novos procedimentos, a possibilidade de livre circulação no estreito vai ser garantida”, lê-se na declaração da Marinha da Guarda Revolucionária do Irão.
Uma posição conhecida após o anúncio do presidente dos EUA em suspender o Projeto Liberdade, uma operação de escolta de navios no estreito de Ormuz, e de ter sido noticiado que um acordo entre os dois países estaria para breve.
Teerão está avaliar proposta dos EUA
Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano disse esta quarta-feira à CNBC que Teerão estava a avaliar a proposta dos EUA para o fim da guerra. Trata-se de um memorando de uma página que inclui 14 pontos, referiu a fonte.
Segundo o site Axios, “ainda não foi alcançado um acordo, mas as fontes indicaram que este [é o momento] mais próximo de um pacto entre as partes desde o início da guerra”.
Irão e EUA estão perto de chegar a um acordo, dizem responsáveis norte-americanos e fonte paquistanesa
Os Estados Unidos e o Irão estão perto de chegar a um acordo sobre um memorando de entendimento de uma página para pôr fim à guerra, avançou esta quarta-feira o site Axios, citando dois responsáveis norte-americanos e outras duas fontes familiarizadas com o processo.
“A Casa Branca acredita estar perto de um acordo com o Irão sobre um memorando de entendimento de uma página para pôr fim à guerra e restabelecer uma base para negociações nucleares mais detalhadas, de acordo com dois responsáveis norte-americanos e outras duas fontes informadas sobre o assunto”, indicou Axios.
A informação foi confirmada pela Reuters, que refere uma fonte paquistanesa. “Vamos concluir muito em breve. Estamos quase lá”, disse a fonte paquistanesa, de acordo com a agência de notícias.
De acordo com o Axios, os EUA esperam uma resposta de Teerão sobre vários pontos-chave nas próximas 48 horas. “Ainda não foi alcançado um acordo, mas as fontes indicaram que este [é o momento] mais próximo de um pacto entre as partes desde o início da guerra”, referiu o site.
O acordo poderá incluir um compromisso do Irão, através de uma moratória, sobre o enriquecimento nuclear. É referido que documento irá estabelecer um enquadramento para negociações mais detalhadas sobre a questão nuclear.
Neste memorando e uma página, os EUA concordariam em suspender as suas sanções e libertar milhares de milhões em fundos iranianos congelados.
A suspensão das restrições de circulação no estreito de Ormuz por ambos os países também poderá fazer parte do acordo, segundo o site Axios.
Empresa francesa confirmou ataque a cargueiro no estreito de Ormuz. Membros da tripulação feridos
O navio porta-contentores “San Antonio”, com pavilhão de Malta e propriedade da companhia francesa CMA CGM, foi atacado na terça-feira no estreito de Ormuz, confirmou hoje a empresa.
Na sequência do ataque, membros da tripulação ficaram feridos tendo sido retirados para receberam tratamento.
Em comunicado enviado à AFP, a empresa indicou ainda que o navio ficou danificado, mas os estragos não foram especificados.
A agência britânica de segurança marítima UKTMO tinha divulgado informações sobre o navio de carga atingido por um projétil na terça-feira.
A autoria do disparo que atingiu o cargueiro não foi apurada.
Lusa
Irão cria novo organismo para gerir tráfego no estreito de Ormuz
O Irão criou um novo organismo para gerir o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma via estratégica por onde passava 20% do petróleo mundial antes de ser bloqueada, em resposta à guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel.
A nova entidade, designada por Autoridade do Golfo do Estreito Pérsico (PGSA, na sigla em inglês), vai coordenar o tráfego de navios que pretendam atravessar Ormuz, informou a televisão estatal iraniana Press TV.
“Os navios devem adaptar as suas operações a esta entidade e obter uma autorização de trânsito antes de cruzar o Estreito de Ormuz”, indicou o canal estatal.
A Press TV não forneceu detalhes sobre o funcionamento do organismo, além de disponibilizar um endereço de correio eletrónico para contacto.
O anúncio da criação da PGSA surge um dia depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado a suspensão do “Projeto Liberdade”, que previa a escolta de navios pela armada dos Estados Unidos, à saída do Golfo Pérsico, para avaliar a possibilidade de um acordo definitivo com o Irão.
A República Islâmica bloqueou o estreito pouco depois do início da guerra desencadeada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, o que provocou a forte subida dos preços dos combustíveis.
Lusa
Pelo menos 11 mortos e 40 feridos em incêndio num centro comercial em Andisheh, a 30 quilómetros de Teerão
Pelo menos 11 pessoas morreram e outras 40 ficaram feridas num incêndio num centro comercial, com 250 lojas e 50 escritórios, na cidade Andisheh, a 30 quilómetros de Teerão, noticiou hoje a televisão estatal do Irão.
Os órgãos de Comunicação Social do Irão publicaram imagens de vários andares do edifício em chamas e densas colunas de fumo negro.
O Ministério Público abriu uma investigação para determinar a causa do incêndio e emitiu um mandado de detenção para o empreiteiro do prédio.
Em junho de 2020, uma forte explosão causada por cilindros de gás que pegaram fogo a uma clínica, no norte de Teerão, matou pelo menos 19 pessoas.
Em janeiro de 2017, um incêndio num outro centro comercial de 15 andares em Teerão matou pelo menos 22 pessoas, incluindo 16 bombeiros.
Lusa
MNE chinês diz em Pequim ao homólogo iraniano que guerra é “ilegítima”
O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, disse hoje, em Pequim, ao seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, que a guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão é “ilegítima”.
Na primeira visita do ministro iraniano à China desde o início do conflito, em fevereiro passado, o diplomata chinês afirmou que a declaração de um cessar-fogo é “necessária e inevitável”, indicou a agência iraniana Tasnim.
Wang garantiu ainda que a região se encontra num “ponto de inflexão decisivo”, durante o encontro, realizado uma semana antes da visita do Presidente norte‑americano, Donald Trump, à China.
Pequim tem condenado repetidamente os ataques contra o Irão e pedido um cessar‑fogo no Médio Oriente, assim como a livre navegação pelo Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 45% das importações chinesas de petróleo e gás.
O Governo chinês avisou recentemente, através do seu embaixador junto das Nações Unidas, Fu Cong, que a situação em torno do Estreito de Ormuz marcaria a agenda da visita de Trump caso a via permanecesse bloqueada por Washington e Teerão.
“Estamos dispostos a continuar os nossos esforços para reduzir as tensões”, explicou agora o chefe da diplomacia chinesa, sublinhando a importância de “reuniões diretas entre ambas as partes”.
Aragchi valorizou a “postura firme” da China, “especialmente na condenação aos Estados Unidos e Israel”, segundo a agência Tasnim.
O diplomata iraniano afirmou ainda que Pequim é “uma amiga sincera” de Teerão e declarou que, “nas atuais circunstâncias, a cooperação entre os dois países será mais sólida do que nunca”.
A visita ocorre após o secretário de Estado norte‑americano, Marco Rubio, ter garantido na terça-feira que a ofensiva lançada a 28 de fevereiro contra o Irão “terminou” e que se abriu uma nova fase com uma operação “defensiva”, destinada a facilitar a navegação por Ormuz.
Lusa
Trump suspende operação de escolta de navios no estreito de Ormuz
O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na terça-feira a suspensão da operação dos EUA para escoltar navios através do estreito de Ormuz, em vigor há apenas um dia, numa iniciativa para chegar a um acordo com o Irão.
“O Projeto Liberdade (a operação norte-americana para permitir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz) será suspenso por um curto período para verificar se o acordo pode ser finalizado e assinado”, escreveu o presidente norte-americano na sua rede social, Truth Social.
O republicano indicou que tomou a decisão com base no “pedido do Paquistão e de outros países”, no “enorme sucesso militar” obtido pelos EUA na guerra com o Irão e no “grande progresso alcançado rumo a um acordo completo e definitivo com os representantes do Irão”.
Trump acrescentou ainda que o bloqueio norte-americano do estreito permanecerá em vigor.
Lusa
Siga aqui os principais desenvolvimentos sobre o conflito no Médio Oriente
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Trump ameaça com bombardeamentos se Irão não aceitar acordo. China apresenta proposta de paz aos iranianos 2026 IUSTITIA.BG – Investigations 2009-2025 2026-05-06 08:23:22
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