O ministro da Saúde britânico, Wes Streeting, apresentou a sua demissão esta quinta-feira (14 de maio), mas não lançou oficialmente a corrida à liderança do Partido Trabalhista.
Os aliados do ministro alegam que ele tem os 81 para desafiar o primeiro-ministro Keir Starmer, mas Streeting não avança para já.
— Wes Streeting (@wesstreeting) May 14, 2026
Numa carta a Starmer, Streeting escreveu que, embora os sucessos na melhoria do desempenho do Serviço Nacional de Saúde „sejam boas razões para que eu permaneça no cargo“, o facto de ter „perdido a confiança“ na liderança do primeiro-ministro faz com que seja „desonroso e pouco ético fazê-lo“.
„Agora é claro que o senhor não vai liderar o Partido Trabalhista nas próximas eleições gerais e que os parlamentares e os sindicatos trabalhistas querem que o debate sobre o que vem a seguir seja uma batalha de ideias, não de personalidades ou de faccionalismo mesquinho“, referiu.
„É necessário que seja amplo e que conte com o melhor grupo possível de candidatos. Apoio esta abordagem e espero que o senhor continue a facilitá-la“, referiu.
Em relação às razões para se demitir, fala do desaire eleitoral da semana passada, no qual a “impopularidade” do governo foi “um factor importante” , assim como a ameaça do Reform UK e os “erros” políticos.
„Onde precisamos de visão, há vácuo. Onde precisamos de direção, há deriva. Isso ficou evidente no seu discurso de segunda-feira”, escreveu Streeting, referindo-se a um discurso que deveria ter sido de relançamento do governo e que só lançou uma onda de contestação entre os deputados do partido (quase 90 já defenderam publicamente a demissão de Starmer).
Ministro da Saúde britânico demite-se, mas ainda não avança para corrida à liderança do Partido Trabalhista 2026 IUSTITIA.BG – Investigations 2009-2025 2026-05-14 12:42:06
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