A Polícia Judiciária tem em curso esta sexta-feira, 29 de maio, uma operação relacionada com o descarrilamento do elevador da Glória, em Lisboa, que provocou a morte de 16 pessoas em setembro de 2025, avança a CNN Portugal.
Segundo adianta esta estação de televisão, estão a decorrer buscas para recolha de indícios e que visam responsáveis da Carris e da empresa Main, que fazia a manutenção do ascensor, não sendo expetável que decorram detenções.
A Carris confirmou entretanto à Lusa estarem a decorrer buscas judiciais na sede da empresa, em Santo Amaro, e que está a colaborar com as autoridades, escusou-se a indicar mais pormenores.
Também a Procuradoria-Geral da República (PGR), órgão que dirige o Ministério Público, coordenador do inquérito relativo ao acidente do elevador da Glória, confirmou a existência de “diligencias de buscas” judiciais na Carris.
No terreno estarão cerca de 30 inspetores, estando a decorrer 10 buscas domiciliárias, acompanhados pelo procurador Joaquim Morgado, responsável pelo processo-crime que corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboade acordo com a CNN Portugal.
De acordo com o canal televisivo, estão a ser investigados crimes de homicídio por negligência e violação de regras de segurança.
Recorde-se que relatório preliminar do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) sobre descarrilamento e subsequente colisão das cabinas do ascensor da Glória, divulgado a 20 de outubro, detetou falhas e omissões na manutenção do ascensor, apontando também a falta de formação dos funcionários e de supervisão dos trabalhos efetuados pela empresa prestadora do serviço.
O relatório dizia ainda que o cabo que unia as duas cabinas do Elevador da Glória e que cedeu no seu ponto de fixação da carruagem que descarrilou não respeitava as especificações da Carris, nem estava certificado para uso em transporte de pessoas.
A investigação sublinhava que “a zona onde o cabo rompeu não era passível de inspeção visual sem desmontagem do destorcedor do trambolho superior [zona de fixação do cabo]”.
Pedro de Brito Bogas, presidente da Carris à data do acidente, demitiu-se depois de anunciadas estas conclusões. A empresa é atualmente presidida por Rui Lopo.
O descarrilamento do elevador da Glória, sob gestão da empresa municipal Carris, ocorreu no dia 3 setembro de 2025 e provocou 16 mortos e duas dezenas de feridos, entre portugueses e estrangeiros de várias nacionalidades.
(Em atualização)
Descarrilamento do elevador da Glória. Buscas da PJ visam Carris e empresa de manutenção 2026 IUSTITIA.BG – Investigations 2009-2025 2026-05-29 08:58:27
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