O encontro do Presidente norte-americano, Donald Trump, com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, decorreu esta terça-feira, 28 de julho, ao longo de cerca de uma hora e meia em Washington, de forma “positiva e construtiva”, segundo uma breve nota da Casa Branca.
A primeira reunião dos dois líderes desde que ambos lançaram, em 28 de fevereiro, uma ofensiva militar contra o Irão, foi realizada à porta fechada e terminou apenas com uma declaração lacónica da presidência norte-americana, enquanto o gabinete de Netanyahu divulgou várias fotos do encontro.
„O Presidente Trump acaba de concluir as suas reuniões na Sala Oval com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o primeiro-ministro Netanyahu. Ambas as reuniões foram positivas e construtivas“, escreveu a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, na rede social X.
President Trump has concluded his meetings in the Oval Office with President Zelenskyy and Prime Minister Netanyahu. Both meetings were positive and productive!
— Karoline Leavitt (@PressSec) July 28, 2026
Por sua vez, Netanyahu publicou várias fotografias nas redes sociais sentado ao lado de Trump na Sala Oval, em que ambos aparecem sorridentes.
O encontro contou com a presença do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, do chefe da diplomacia de Washington, Marco Rubio, do secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, e do enviado da Casa Branca Steve Witkoff.
Foi a primeira reunião do Presidente norte-americano e do chefe do Governo israelita desde o início da guerra contra o Irão e o oitavo desde que Donald Trump regressou ao poder, em janeiro de 2025, e ocorreu depois de ambos terem assistido às cerimónias fúnebres, em Washington, do senador republicano Lindsey Graham, um fervoroso defensor de Telavive.
Surge também numa fase em que os líderes dos Estados Unidos e de Israel mantêm divergências públicas sobre o desenvolvimento do conflito no Médio Oriente.
O último encontro presencial teve lugar em 11 de fevereiro na Sala Oval, a poucas semanas do ataque ao Irão, mas ambos relatam conversas telefónicas frequentes desde então.
Cinco meses mais tarde, Trump procura uma solução negociada para um conflito impopular no seu país e que fez disparar os preços dos bens petrolíferos, além de provocar desentendimentos com vários aliados e com o próprio Netanyahu, com o qual reconheceu, na segunda-feira, ter „pequenas diferenças“, ainda que ressalve que os dois partilham posições “muito próximas“ sobre a guerra.
Ao mesmo tempo, avisou o líder israelita que ninguém pode ditar as armas que os Estados Unidos vendem a outros países, quando questionado sobre a oposição de Israel a uma possível transferência de caças F-35 para a Turquia.
Já esta terça-feira e a poucas horas da reunião na Casa Branca, Trump expressou desagrado com a divulgação pelo primeiro-ministro israelita da fortificação de um ‘bunker’ nuclear iraniano, acusando-o de tentar manter os Estados Unidos em guerra com a República Islâmica.
O executivo de Netanyahu não esconde pelo seu lado o desejo de prosseguir a ofensiva contra o seu principal adversário na região.
O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou esta terça-feira que Israel está „muito ansioso“ com o regresso da ofensiva, mas que os Estados Unidos estão a adiá-lo por receio de represálias contra países da região e de uma crise global no abastecimento de petróleo.
„Vamos discutir todos os temas (…) em primeiro lugar, o Irão, naturalmente, o nosso objetivo é garantir a nossa segurança, mas também expandir o perímetro de paz à nossa volta“, observou Netanyahu antes de deixar Israel na segunda-feira.
O primeiro-ministro apresenta-se em plena pré-campanha de reeleição e com o objetivo de demonstrar que a sua relação de proximidade com Washington continua forte apesar das tensões recentes.
Trump tem no entanto evitado comentar se o apoia nas próximas eleições em Israel, marcadas para 27 de outubro.
Embora tenha elogiado publicamente o líder israelita, que descreveu como „um primeiro-ministro em tempo de guerra“, também admitiu tê-lo chamado de „doido“ durante uma tensa conversa telefónica em junho passado sobre os ataques de Israel no Líbano, que ameaçavam um entendimento com Teerão.
O líder da Casa Branca disse na segunda-feira que ordenou a suspensão de vagas consecutivas de bombardeamentos contra o Irão, a pedido dos países mediadores do Médio Oriente, com vista a dar mais uma oportunidade à diplomacia.
Esperava-se que as discussões desta terça-feira na Casa Branca se concentrassem no Irão, mas também no acordo patrocinado por Washington entre Israel e o Líbano e outros temas regionais como a situação na Faixa de Gaza e a expansão dos Acordos de Abraão sobre a normalização das relações de Telavive com os vizinhos árabes.
Trump e Netanyahu terminam reunião „positiva e construtiva“ 2026 IUSTITIA.BG – Investigations 2009-2025 2026-07-28 18:49:07
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