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Rui Rocha exige ao ministro que o respeite enquanto deputado. “Não preciso de ser juiz nem xerife.”
A audição de Luís Neves na Comissão dos Assuntos Constitucionais subiu de tom com uma troca tensa de impressões entre o deputado liberal Rui Rocha e o ministro.
Rui Rocha questionou o governante sobre “quais são os erros que cometeu”, quem adquiriu as sulipas e em que condições foi feito o empréstimo associado ao caso, insistindo na necessidade de respostas claras.
Luís Neves afirmou que “relativamente às sulipas”, já tinha respondido, mas esclareceu que a Infraestruturas de Portugal possui toda a documentação e que a aquisição foi feita por “um trabalhador de base” da empresa pública. O ministro declarou estar “absolutamente tranquilo” e enfatizou que o deputado “não é juiz nem está no tribunal” e assegurou que todas as operações estão “consignadas” na sua conta bancária.
Rui Rocha fez uma interpelação à mesa, acusando o ministro de demonstrar “incapacidade em responder” às questões colocadas. O deputado afirmou não precisar de ser “juiz” ou “xerife” para exigir esclarecimentos e defendeu que o governante tem “a obrigação de o respeitar enquanto deputado”.
Logo no início da intervenção de Rui Rocha, o deputado da IL perguntou a Luís Neves se pertenceu ou pertenceu à Maçonaria, tendo recebido como resposta uma ironia por parte do inistro: “Não pertenço. Pertenço ao Clube Académico do Fundão e ao Atlético de Almada.”
“Política sem ética é mesmo uma vergonha.” Isabel Moreira cita Sá Carneiro
“Como diria Sá Carneiro, a política sem ética é mesmo uma vergonha.” Foi com esta referência que a deputada socialista Isabel Moreira abriu a sua intervenção, sublinhando que o debate político não pode ser capturado por confrontações partidárias que, no seu entender, estão a degradar o regime e a obscurecer responsabilidades governativas.
Isabel Moreira afirmou não ter “qualquer dúvida” de que o móbil por detrás das informações – “falsas ou verdadeiras” – que têm marcado as últimas semanas está diretamente relacionado com o trabalho desenvolvido por Luís Neves enquanto diretor da Polícia Judiciária. Recordou que o procurador-geral da República confirmou publicamente a existência de três inquéritos e que a acumulação de notícias e auditorias passou a condicionar a atuação do Ministério da Administração Interna, retirando espaço público a matérias que são da sua tutela, como o combate ao racismo e à xenofobia.
A deputada sustentou que a responsabilidade de pôr fim à controvérsia cabe ao primeiro-ministro, que deve avaliar “se pode continuar neste estado de desgaste”, independentemente da legitimidade do ministro para se defender.
MAI assume estar orgulhoso do trabalho que tem feito
“Temos orgulho no trabalho que estamos a fazer porque temos todos os canais abertos com as estruturas que tutelados”, garantiu Luís Neves em resposta ao deputado António Rodrigues, do PSD, referindo-se ao Ministério da Adminsitração Interna.
“Temos muito orgulho naquilo que fizemos e estamos expectantes sobre aquilo que temos andado a semear”, insistiu o ministro, deixando um aviso: “Ninguém pense – e temos de ser todos sérios – que num espaço de dois anos que se consegue alavancar” décadas de abandono nas forças de segurança.
Pedro Pinto acusa Luís Neves de contrariar Sá Carneiro
O líder parlamentar do Chega citou Francisco Sá Carneiro, o fundador do PSD, lembrando que o antigo primeiro-ministro dizia: “Primeiro o país, depois o partido e por fim a circunstância pessoal.”
“O senhor faz ao contrário”, criticou Pedro Pinto, encerrando a intervenção do Chega na primaira ronda de perguntas ao ministro da Administração Interna.
Luís Neves insiste: “Não vou pôr o lugar à disposição”
“Aguardemos as investigações”, lançou Luís Neves quando questionado por Pedro Pinto sobre quando colocará o lugar à disposição. Antes disso, Luís Neves garantiu que não irá “pôr o lugar à disposição”.
“Não são apenas as investigações judiciais e as polémicas que corroem este ministério”, insistiu a deputada do Chega Vanessa Barata, acusando Luís Neves de incapacidade de gerir a sua tutela, para além de fazer “nada”, contrariando a intervenção inicial do ministro, que resumiu a sua atuação no Ministério da Administração Interna.
Chega pergunta ao MAI quando é que sairá. “Quando o Governo cair”, garante Luís Neves
O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, começa a ronda de perguntas ao ministro questionando-o sobre quando deixa o cargo, reforçando a ideia de que não tem condições para o manter.
“Só quando o Governo cair” ou quando o primeiro.ministro assim entender, garantiu Luís Neves.
Luís Neves: “estou disponível para o escrutínio público, financeiro e jornalístico”
O ministro da Administração Interna, durante as declarações iniciais na audição regimental na Comissão dos Assuntos Constitucionais, garantiu, sobre a sua “atuação passada”, garantiu que assumiu “sem reservas alguns erros” e mostrou-se disponível “para o escrutínio público, financeiro e jornalístico”
“Serão as autoridades competentes a avaliá-las, lançou, afirmando que “nenhuma dessas decisões visou o enriquecimento fosse de quem fosse”, para além assegurar que nunca lesou o estado.
Luís Neves disse que “enquanto as instituições [judiciárias] fazem o seu trabalho, continuaremos a fazer o nosso trabalho”.
Bom dia.
Iniciamos aqui o acompanhamento da audição parlamentar ao ministro da Administração Interna, Luís Neves.
A audição regimental tem como objetivo fazer um balanço e prestar esclarecimentos aos deputados sobre as políticas do ministério, mas Luís Neves deverá ser confrontado com perguntas dos deputados sobre as polémicas que têm surgido nos últimos quase dois meses e que resultaram na moção de censura ao Governo apresentada pelo Chega.
Luís Neves garante que não vai pôr “o lugar à disposição” e diz que nunca lesou o Estado 2026
IUSTITIA.BG – Investigations 2009-2026 2026-09-08 09:55:17
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