Diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA demite-se em desacordo com a guerra
O responsável do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos, Joseph Kent, anunciou a sua demissão através da rede social X, em desacordo com a guerra levada a cabo por EUA e Israel no Irão.
Numa carta a Donald Trump, Kent afirma que “o Irão não representava uma ameaça iminente” para o seu país. “Não posso, em sã consciência, apoiar a guerra em curso no Irão. (…) É evidente que iniciámos esta guerra devido à pressão de Israel e ao seu influente lobby nos Estados Unidos”, escreveu Kent, que pediu para o presidente dos EUA interromper a guerra.
“Rezo para que o senhor reflita sobre o que estamos a fazer no Irão e para quem o estamos a fazer. O momento de agir com coragem é agora. O senhor pode mudar o rumo e traçar um novo caminho para a nossa nação, ou permitir que continuemos a deslizar para o declínio e o caos. As cartas estão nas suas mãos“, acrescentou.

ONU estima que guerra vai empurrar mais 45 milhões de pessoas para a fome aguda no mundo
A ONU alertou hoje que 45 milhões de pessoas adicionais, sobretudo da Ásia e África, serão afetadas pela insegurança alimentar aguda como consequência da guerra contra o Irão e respetivo impacto no Médio Oriente, marcando um novo recorde.
Numa análise do Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas, este número será alcançado caso as hostilidades não cessem antes de meados do ano e o preço do petróleo se mantenha acima dos 100 dólares por barril.
“A paralisação virtual do transporte marítimo no estreito de Ormuz e os crescentes riscos para a navegação no mar Vermelho já estão a elevar os preços da energia, do combustível e dos fertilizantes, agravando a fome para além do Médio Oriente”, advertiu o PAM.
Atualmente, 318 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com a insegurança alimentar.
O organismo sublinha que o mundo corre o risco de enfrentar uma crise de segurança alimentar semelhante à de 2022, após o início da guerra na Ucrânia, quando o número de pessoas afetadas atingiu o máximo histórico de 349 milhões.
Embora o atual conflito se localize num centro energético e não numa região agrícola, o organismo alerta que o impacto potencial é semelhante, devido à correlação entre os mercados da energia e dos alimentos.
“Sem uma resposta humanitária com financiamento suficiente, isto poderá significar uma catástrofe para milhões de pessoas que já vivem no limite”, alertou o diretor executivo adjunto do PAM, Carl Skau.
O documento revela que as regiões mais vulneráveis são a África subsaariana e a Ásia, devido à elevada dependência das importações de alimentos e combustível.
Concretamente, o PAM prevê um aumento da insegurança alimentar de 24% na Ásia, 21% na África Ocidental e Central e 17% na África Oriental e Austral.
Lusa
Netanyahu diz que morte de Larijani dá a iranianos oportunidade de decidirem destino
O primeiro-ministro israelita afirmou hoje que, ao matar o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Israel estava a dar aos iranianos uma oportunidade para „tomarem as rédeas do seu destino“.
„Esta manhã, eliminámos Ali Larijani, o líder de um bando de ‘gangsters’ que, na realidade, governa o Irão“, disse Benjamin Netanyahu, num vídeo divulgado pelo seu gabinete em que comenta o anúncio da morte de Larijani e do comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani, na sequência de ataques aéreos israelitas, mortes essas que não foram confirmadas pelo Irão.
„Estamos a abalar este regime na esperança de dar ao povo iraniano uma oportunidade de se livrar dele“, insistiu Netanyahu, acrescentando que se Israel persistir, dará aos iranianos „a oportunidade de tomarem as rédeas do seu destino“.
Lusa
British Airways suspende voos para o Médio Oriente até 31 de maio
A companhia aérea British Airways anunciou hoje a suspensão, até 31 de maio inclusive, dos voos para Amã, Bahrein, Dubai e Telavive “devido à incerteza persistente da situação no Médio Oriente”.
A ligação de inverno para Abu Dhabi será retomada a 25 de outubro, tal como anunciado anteriormente, enquanto os voos para Riade e Jidá, na Arábia Saudita, continuam a operar conforme previsto, indicou a companhia em comunicado.
Os voos para Doha, por sua vez, permanecem suspensos até 30 de abril.
O aeroporto do Dubai foi alvo, na segunda-feira, de um ataque com drones, que provocou o incêndio de um depósito de combustível, levando a uma breve suspensão do tráfego, perturbado desde o início do conflito.
Lusa
Israel diz que chefe de segurança do Irão, Larijani, foi morto
O Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que Ali Larijani, chefe de segurança do Irão, foi morto num ataque.
Segundo o governante, o alto funcionário de segurança e comandante da Basij, Gholam Reza Soleimani, também foi morto.
Larijani e o comandante da Basij foram eliminados ontem à noite e juntaram-se a Khamenei, o chefe do programa de aniquilação, juntamente com todos aqueles que foram eliminados do eixo do mal, nas profundezas do inferno”, disse Katz num comunicado.
„O primeiro-ministro e eu instruímos as Forças de Defesa de Israel para continuarem a caça aos líderes do regime de terror e opressão no Irão“, disse Israel Katz.
Ainda não há confirmação desta informação por parte do Irão.
ONU alerta para 36 mil deslocados palestinianos na Cisjordânia
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) alertou hoje para o deslocamento forçado de mais de 36 mil palestinianos na Cisjordânia num só ano, mostrando preocupações com a eventual “limpeza étnica” em causa.
Segundo relatório do organismo, „o deslocamento de mais de 36 mil palestinianos na Cisjordânia ocupada constitui uma expulsão em massa em uma escala sem precedentes“, lê-se no texto, que apela ao fim da expansão dos colonatos israelitas naquele território.
O documento reporta-se somente ao período entre novembro de 2024 e outubro de 2025 e destaca que „os deslocamentos na Cisjordânia ocupada, que coincidem com o deslocamento em massa de palestinianos para Gaza (…), parecem indicar uma política concertada israelita de transferências forçadas em massa“ em todos os territórios ocupados, „levantando preocupações sobre limpeza étnica“.
Em 19 de fevereiro, o ACNUDH já tinha criticado aquilo que considerava poder constituir-se como „limpeza étnica“ nos territórios palestinos ocupados, apontando para uma série de ações israelitas, incluindo „a intensificação de ataques, a destruição sistemática de bairros inteiros, a recusa em fornecer ajuda humanitária e transferências forçadas“.
Mais de 500 mil israelitas vivem na Cisjordânia — excluindo Jerusalém Oriental — entre cerca de três milhões de palestinianos, em colonatos que as Nações Unidas consideram ilegais à luz do direito internacional.
A violência neste território palestiniano, ocupado por Israel desde 1967, intensificou-se desde o ataque do movimento islamista radical Hamas contra Israel em 07 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza, e continuou apesar do cessar-fogo que entrou em vigor em 10 de outubro.
No relatório, os responsáveis das Nações Unidas relatam 1.732 incidentes de violência de colonos que resultaram em vítimas ou danos materiais, em comparação com 1.400 no período anterior (novembro de 2023 até outubro de 2024).
Lusa
Petroleiro atingido no Golfo de Omã por „projétil desconhecido“
Um petroleiro foi atingido por um „projétil desconhecido“ quando se encontrava ancorado no golfo de Omã, não muito longe da entrada do estreito de Ormuz, anunciou hoje a agência marítima britânica UKMTO.
O navio-tanque encontrava-se a 23 milhas náuticas (cerca de 37 quilómetros) a leste da cidade de Fujaira, no sul dos Emirados Árabes Unidos.
„Um navio-tanque informou que foi atingido por um projétil desconhecido enquanto se encontrava ancorado“, comunicou o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês).
O centro precisou que não há feridos entre a tripulação da embarcação nem foram comunicados „impactos ambientais“, e que foram registados „danos estruturais ligeiros“.
Lusa
Washington pressiona Tóquio e Seul para ajuda militar no Estreito de Ormuz
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, insistiu junto dos seus homólogos do Japão e da Coreia do Sul para que contribuam para a segurança do Estreito de Ormuz.
Em chamadas realizadas na noite de segunda-feira com Rubio, os ministros dos Negócios Estrangeiros japonês e sul-coreano, Toshimitsu Motegi e Cho Hyun, sublinharam a importância de ser garantida uma navegação segura naquela passagem estratégica, onde as tensões estão a afetar o fornecimento global de combustível, contudo não esclareceram a posição dos respetivos governos relativamente ao apoio solicitado por Washington.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, apelou no último domingo e na segunda-feira a vários países – entre os quais os aliados da NATO, mas também os países que mais beneficiam do petróleo exportado através do estreito, nomeadamente a China – para que enviem navios militares para o Estreito de Ormuz para assegurarem a segurança da passagem por onde transita 20% do petróleo mundial.
Na segunda-feira, Trump reiterou o pedido a Tóquio e Seul para ajudarem a manter aberto o Estreito de Ormuz, lembrando que os Estados Unidos mantêm tropas nos respetivos territórios como „proteção“, e que os dois países dependem maioritariamente das importações de petróleo do Médio Oriente.
Antes destas declarações, Tóquio começou por esclarecer não ter recebido qualquer pedido formal para a deslocação de navios militares para o estreito, mas sublinhou, ainda assim, não ter a intenção de „ordenar uma operação de segurança marítima“, de acordo com declarações do ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, no Parlamento nipónico.
Também a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sublinhou na segunda-feira que qualquer operação de segurança marítima seria „extremamente difícil do ponto de vista jurídico“.
„Uma vez que ainda não nos foi solicitado (formalmente), é difícil responder a uma suposição. O Governo do Japão está a estudar a forma de implementar as medidas necessárias. Estamos a analisar de que forma podemos proteger os navios japoneses e as suas tripulações, bem como o que pode ser feito dentro do quadro legal“, matizou, porém, Takaichi numa sessão do Parlamento japonês na segunda-feira.
O envio das Forças de Autodefesa nipónica para o estrangeiro é uma questão politicamente sensível num Japão oficialmente pacifista e onde muitos eleitores continuam ligados à Constituição de 1947, imposta pelos Estados Unidos e que implica a renúncia à guerra.
Durante a conversa com Rubio, o chefe da diplomacia japonesa sublinhou agora que a segurança da navegação na região é „de vital importância para a comunidade internacional, particularmente do ponto de vista da segurança energética“.
Motegi condenou ainda „as ações do Irão, incluindo os ataques contra instalações civis e ligadas à infraestrutura energética nos países do Golfo, bem como atividades que ameaçam a segurança da navegação no estreito de Ormuz“.
Já Seul informou estar „em estreito contacto“ com as autoridades norte-americanas, acrescentando que tomaria „uma decisão cuidadosa“ relativamente ao pedido.
Os telefonemas ocorreram dois dias antes da visita da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, aos Estados Unidos.
Motegi e Rubio acordaram em „trabalhar estreitamente para garantir que esta ocasião constitua uma nova oportunidade para [Tóquio e Washington] demonstrarem a inquebrantável força da aliança“ entre os dois países.
Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul afirmou que „a paz no Médio Oriente e a navegação segura e livre no Estreito de Ormuz são cruciais para a segurança e a economia de todas as nações“.
Cho apresentou condolências pelas baixas norte-americanas no conflito e agradeceu a „cooperação ativa dos Estados Unidos para garantir o regresso seguro dos cidadãos sul-coreanos“ que se encontravam na região quando a guerra começou.
Lusa
Costa diz que objetivo de EUA e Israel com a guerra „não é claro“
O presidente do Conselho Europeu considera que o objetivo dos Estados Unidos e de Israel com a guerra contra o Irão, que “não é claro”, vai ditar a duração do conflito, e admite “profunda preocupação” com as consequências.
“Penso que tudo [tempo que durará a guerra] depende de qual é o objetivo final desta missão e isso não é claro”, afirmou António Costa, em entrevista à Lusa e a outras agências noticiosas no âmbito do projeto Redação Europeia (European Newsroom) nas vésperas de uma cimeira europeia marcada para quinta e sexta-feira e na qual será abordada a situação no Médio Oriente.
“Trata-se de uma iniciativa adotada pelos Estados Unidos e por Israel sem qualquer informação prévia aos aliados europeus. Expressamos a nossa profunda preocupação com as consequências desta guerra para a ordem internacional baseada em regras, com as consequências humanitárias e também com o impacto nos custos da energia na economia global”, acrescentou o antigo primeiro-ministro português.
O encontro europeu de alto nível surge cerca de três semanas após o conflito iniciado por Israel e Estados Unidos contra o Irão e consequente resposta iraniana e já afetou vários setores na União Europeia (UE), nomeadamente ao nível económico (dada a elevada inflação e a escassez de bens) e energético (pela instabilidade na produção e exportação de petróleo e gás e a subida acentuada dos preços globais).
Acrescem outras consequências, como atrasos em cadeias de abastecimento e aumento de custos e deslocamentos de população.
Questionado sobre o impacto desta guerra na ordem internacional, António Costa elencou: “Na qualidade de presidente do Conselho Europeu, não sou jurista, pelo que tenho de analisar esta questão do ponto de vista político e, desse ponto de vista, (…) constato que os Estados Unidos e Israel decidiram lançar esta iniciativa sem informar os seus aliados, o que significa que enfrentamos um risco muito elevado de aumento das tensões internacionais e riscos consideráveis para a estabilidade em toda a região do Médio Oriente”.
Além disso, acrescentou, “enfrentamos um risco grave para a segurança europeia, para a nossa segurança económica, o risco de agravamento de uma crise humanitária e também, aprendendo com o passado, o risco de aumento do terrorismo”.
“Pedimos a todas as partes que se abstenham, que respeitem plenamente o direito internacional, especialmente os princípios da Carta das Nações Unidas, e que deem espaço à diplomacia”, apelou.
À questão se a UE está sozinha na defesa de tais valores, António Costa respondeu: “Não, penso que estes são princípios comuns e universais (…) e o que ouvi de todos os diferentes intervenientes internacionais coincide com o que a União Europeia tem vindo a afirmar”.
O presidente do Conselho Europeu garantiu, ainda, estar “totalmente alinhado” com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no respeito pelas regras internacionais, o multilateralismo e o apoio às Nações Unidas.
Na semana passada, Von der Leyen instou a UE a adotar uma abordagem mais firme face à nova era de rivalidade geopolítica, sugerindo que a velha ordem mundial estava extinta, enquanto António Costa disse ser do interesse europeu que o mundo continue a ser um espaço baseado em regras.
Lusa
13 soldados norte-americanos mortos e 200 feridos em sete países desde início do conflito
As forças armadas norte-americanas informaram segunda-feira que 200 soldados ficaram feridos em sete países diferentes, desde início do conflito no Médio Oriente, dos quais 180 já regressaram ao serviço.
O porta-voz do Comando Central das forças norte-americanas (CENTCOM), responsável pelo Médio Oriente, adiantou que 10 feridos são considerados graves.
Os ferimentos foram registados em ataques em Israel, Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e Jordânia.
„A grande maioria dos ferimentos são ligeiros e mais de 180 militares já regressaram ao serviço“, acrescentou o porta-voz do CENTCOM, capitão Tim Hawkins.
Desde início do conflito, com bombardeamentos norte-americano-israelitas contra o Irão a 28 de fevereiro, 13 militares norte-americanos morreram.
As primeiras fatalidades norte-americanas ocorreram a 01 de março, quando um ataque de drone contra um porto no Kuwait deixou seis militares mortos.
Na mesma data, um sétimo militar morreu devido a ferimentos sofridos num ataque iraniano na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita.
A 13 de março, o CENTCOM anunciou que todos os seis tripulantes de uma aeronave de reabastecimento morreram quando a mesma se despenhou no oeste do Iraque.
Num incidente que ainda está sob investigação, um militar morreu devido a um problema de saúde no Campo Buehring, no Kuwait, no dia 06 de março.
A ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão já provocou mais de 1.200 mortos no país, segundo as autoridades iranianas.
Entre as vítimas encontram-se o líder supremo iraniano, o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, bem como vários ministros e altos responsáveis das forças armadas iranianas.
Em resposta, Teerão lançou vários mísseis e drones contra Israel e contra bases militares norte-americanas instaladas em países do Médio Oriente.
Lusa
Acompanhe aqui as incidências da guerra no Médio Oriente
Bom dia!
Acompanhe aqui todas as incidências desta terça-feira, 17 de março, relacionadas com a guerra a decorrer no Médio Oriente.
Diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA demite-se em desacordo com a guerra 2026 IUSTITIA.BG – Investigations 2009-2025 2026-03-17 07:37:25
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