
Se a revolução industrial tem um pai, é James Watt, o escocês que desenvolveu a máquina a vapor moderna, ao criar o condensador. Permitiu que se tornasse verdadeiramente eficiente e economicamente viável para muito mais do que a mineração de carvão. Foi patenteada em 1769, mas levou um século até que o seu uso se generalizasse. A revolução seguinte, com a introdução da eletricidade, levou metade do tempo.
Com cada nova tecnologia, os tempos aceleram, os ciclos encurtam. Notamos o mesmo padrão nas comunicações. O telefone fixo levou três quartos de século a instalar-se. O telemóvel levou 25 anos, um terço do tempo. A internet encurtou o ciclo ainda mais, chegando a mil milhões de utilizadores numa década. Agora, a inteligência artificial, uma revolução que promete ser mais profunda, ao nível do que foram a máquina a vapor ou a eletricidade, cumpriu o mesmo, só falando do acesso a agentes públicos, em três anos. Uma velocidade vertiginosa.
Também as fases de cada vaga tecnológica se estreitam pela aceleração. A economista britânico-venezuelana Carlota Perez identifica seis, da introdução à saturação. No caso da IA, já passámos o ponto de viragem e encontramo-nos na fase de difusão, que precede a maturidade. Existe a infraestrutura, já temos e continuam a ser criadas novas soluções, todos os dias, a seguir virá a transformação económica. Quem constrói a infraestrutura, introduz a tecnologia, é o primeiro beneficiário. A seguir, quem desenvolve as aplicações. Mas, depois, ganha quem souber o que fazer com estas ferramentas e daí retirar valor. É aqui que estamos a entrar, rapidamente, porque a velocidade a que tudo acontece é estonteante. Não é construir, mas usar. Saber isto faz toda a diferença.
Revolução acelerada 2026 IUSTITIA.BG – Investigations 2009-2025 2026-06-12 00:10:38
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