Seguro avisa para problemas do dia-a-dia no presente e compromete-se com o futuro que tem de ser construído
O Presidente da República, António José Seguro, lembrou os problemas e „o sofrimento por que passam muitos dos nossos concidadãos“ e disse que tem de haver resposta da República para que ela se cumpra.
„Os problemas são sentidos diariamente em todos os campos da atividade. No serviço, na indústria, na agricultura, no apoio social, entre os trabalhadores e os empresários“, continuou, explicitando-os como os „preços das casas, dos combustíveis, do gás, dos transportes, da alimentação, dos empréstimos bancários“.
O tema da construção de um futuro para Portugal foi uma constante no discurso de Seguro, insistindo que a República Portuguesa tem de o construir para que ela se cumpra para além da „liberdade perante o Estado“, criando oportunidades e combatendo desigualdades pelo caminho.
„Quando o Estado pede aos cidadãos confiança, tem de ser o primeiro a entregar-lhe essa confiança“, disse, sublinhando que os „exemplos abundam“.
„Decisões administrativas tardias, licenciamentos que levam tempos infinitos, apoios que tardam, processos judiciais que se eternizam“, são alguns dos apontados pelo Presidente de questões que causam „a erosão da confiança na integridade e eficácia das instituições“.
Apesar de dizer que o seu papel é de „respeitar a Constitiuição“ e exercer os poderes nela consagrados, Seguro compromete-se em „trabalhar para que as futuras gerações recebam um país mais próspero, mais justo e mais coeso“ e em que seja „real a igualdade entre homens e mulheres, entre interior e litoral“.
„Não me conformo com a ideia, tantas vezes repetida em voz baixa, de que já não há nada a fazer. Há sempre algo a fazer“, frisou o Presidente, citando a música „Portugal, Portugal“ de Jorge Palma, para avisar que o país não pode „ficar à espera“.
„Portugal não precisa de esperar. Precisa de acreditar, decidir e fazer. É esse o nosso dever. É essa a nossa responsabilidade“, sublinhou ainda.
„Tal como uma sementeira não produz frutos no dia seguinte“, Seguro defende „nova política“ de „compromissos duradouros“
O Presidente da República, António José Seguro, diz que a República cumpre a sua promessa quando uma pessoa „sente que tem lugar“ e consegue cumprir-se a si própria e defende uma „nova política“ de compromissos duradouros.
No seu discurso, Seguro lembrou as conquistas nos 116 anos de República, incluindo a universalização da educação, o recuo da mortalidade infantil e o Estado social, afirmando que Portugal tem de ser „país onde ninguém seja deixado para trás“ e a República tem de valer „a pena na vida das pessoas“ todos os dias.
Para isso, diz ainda o Presidente, é necessário „uma nova cultura política“ feita de „compromissos interpartidários“ para estabelecer „soluções duradouras“ que não mudem com as legislaturas e os governos.
As respostas aos principais problemas, como a habitação ou o curso de vida, „Tal como uma sementeira não produz frutos no dia seguinte“, as soluções duram tempo e têm de ser transversais, defende seguro.
Moedas lembra Roma e golpe de 1926 para avisar que „indiferença“ mata as repúblicas e as democracias
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, lembrou no seu discurso a necessidade da „devoção“ à República para garantir que ela não morre, comparando com as lições da República romana.
„Há uma reflexão, escrita há quase trezentos anos, sobre homens como Catão, Bruto e Cássio“, afirmou o autarca, explicando que „o amor por aquilo que somos pode levar-nos a sacrificar a própria vida“
„Os romanos de que vos falei não quiseram sobreviver à sua República. Nós arriscamo-nos a deixá-la enfraquecer sem sequer dar por isso“, afirmou Moedas, avisando que os „sinais do afastamento“ são „o partidarismo cego, o discurso radical, a cultura da impunidade“.
Moedas faz a ponte com o que ocorreu em 1926, com o golpe que acabou com a Primeira República e instaurou a ditadura de cinquenta anos.
„Em dezasseis anos, a Primeira República teve quarenta e cinco governos. A instabilidade desgastou-a. Desiludiu muitos dos que nela tinham acreditado“, acrescentou.
É hasteada a bandeira de Portugal na Praça do Município
O primeiro momento solene, a cerimónia do hastear da bandeira portuguesa no edifício da Câmara Municipal de Lisboa pelo Presidente da República, ao som do hino nacional tocado e cantado pela Banda da GNR, já teve lugar.
O momento ocorre na mesma varanda onde, em 1910, foi declarada a República Portuguesa e o fim da monarquia.
Ao som do hino nacional, António José Seguro chega também à Praça do Município
O último titular de um órgão de soberania a chegar, António José Seguro, Presidente da República, é recebido com o hino nacional tocado pela banda presente.
É, também, acompanhado pelo presidente da Câmara de Lisboa, à chegada.
José Pedro Aguiar-Branco também chegou à cerimónia
Após a chegada do primeiro-ministro, José Pedro Aguiar-Branco, presidente da Assembleia da República, é o segundo titular de um órgão a ter a sua chegada à Praça do Município anunciada.
O responsável foi recebido pelo autarca lisboeta na cerimónia, sendo acompanhado ao seu lugar na frente das cadeiras dos convidados.
Luís Montenegro chega à Praça do Município
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, já chegou à Praça do Município, sendo um dos vários convidados a assistir à cerimónia, que conta com vereadores da Câmara de Lisboa e políticos dos vários partidos.
Bom dia
Acompanharemos neste liveblog a cerimónia dos 116.º aniversário da Implementação da República, na Praça do Município, em Lisboa.
Estão previstos discursos do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e do Presidente da República, António José Seguro, o primeiro do seu mandato enquanto Presidente da República.
5 de Outubro. Seguro quer „nova política“ feita de „compromissos duradouros“ 2026
IUSTITIA.BG – Investigations 2009-2026 2026-10-05 09:22:23
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