O que está em causa nas eleições desta quinta-feira (7 de maio) no Reino Unido?
Os eleitores galeses e os escoceses elegem o seu parlamento regional, enquanto os ingleses vão eleger mais de cinco mil representantes em 136 autoridades locais. Três eleições diferentes com um resultado esperado: a derrota do Partido Trabalhista. O Labour deverá ser castigado pelo que fez ao longo dos últimos dois anos, com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, constantemente debaixo de fogo por causa do aumento do custo de vida, mas também pela polémica em torno da nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos EUA. Os conservadores também ainda não conseguiram recuperar após 14 anos no poder, não devendo beneficiar da queda do Labour, ao contrário do Reform UK, dos Verdes e dos liberais-democratas – assim como os nacionalistas galeses do Plaid Cymru.
Vamos por partes. O que se espera no País de Gales?
Os eleitores vão eleger os 96 membros do Senedd, seis por cada um dos 16 círculos eleitorais, num sistema de representação proporcional – até agora eram só 60 eleitos. O Labour, que venceu sempre todas as eleições no País de Gales, esteve à frente das sondagens até ao início de 2025, sendo depois ultrapassado pelo Plaid Cymru (esquerda) e pela extrema-direita do Reform UK. A última sondagem YouGov coloca estes dois partidos empatados, com 29% das intenções de votos, mas o Reform ganharia mais um representante (37 contra 36). O Labour surge em terceiro com 13% (12 representantes). Antes de ser dissolvido, o Senedd tinha 29 membros do Labour, 13 conservadores, 13 do Plaid Cymru, um liberal-democrata, dois Reform e dois independentes. O atual líder do governo do País de Gales, o trabalhista Eluned Morgan, deve perder o lugar.
E na Escócia
Os escoceses vão eleger os 127 deputados do Holyrood, como é conhecido o Parlamento da Escócia. Escolhem um representante por cada um dos 73 círculos eleitorais, vencendo o que tiver mais votos (até pode ser só mais um), mas também sete por cada uma das oito regiões (para as quais votam num partido). Nas eleições de 2021, o Partido Nacionalista Escocês (SNP, na sigla em inglês) elegeu 64 deputados, ficando a um da maioria, com os conservadores a serem segundos (31) e os trabalhistas terceiros (22). Os Verdes tinham oito e os liberais-democratas quatro. Perto das eleições britânicas de 2024, o Labour aproximou-se nas sondagens do SNP, mas este recuperou e mantém-se como o favorito à vitória (mas abaixo dos números que teve há quatro anos). A luta é renhida para o segundo lugar entre o Labour e o Reform UK. Mesmo sem uma maioria, a promessa eleitoral do SNP é exigir um novo referendo sobre a independência até 2028 (no de 2014, 54% dos escoceses escolheram continuar no Reino Unido).

E nas eleições em Inglaterra
Os ingleses vão eleger mais de cinco mil representantes locais nestas eleições (nem todo o país vai a votos), incluindo as assembleias de todos os 32 “bairros” de Londres (a própria câmara não está em jogo). E a expectativa é que o Reform UK seja o grande vencedor, elegendo quase 1500 representantes (tinham atualmente 69). O Labour, que vai defender o lugar de mais de 2300 representantes, pode nem chegar a 1200 segundo os dados da PollCheck. Os conservadores também devem cair de cerca de 1200 para menos de 700, com os verdes a subir mais de 400 para os 640 e os liberais-democratas de 707 para 828. Não é contudo claro quem fica a controlar que conselhos, esperando-se que 59 mudem de mãos (muitos para o Reform). Só em Londres, 18 dos 32 “bairros” devem mudar de governo, com alguns analistas a prever um “terramoto político”. De vermelho e azul (as cores dos trabalhistas, que tinham 21, e conservadores, que controlavam cinco), o mapa deverá tornar-se multicolor, com os liberais-democratas (que controlam dois atualmente) a crescer mais, e os Verdes e o Reform a lutar pelo controlo de outras zonas.
Que impacto terão as eleições para Starmer?
O primeiro-ministro está sob pressão devido à forma como lidou com a nomeação de Mandelson, sabendo-se das suas ligações ao falecido pedófilo Jeffrey Epstein. Mas a ideia de afastar Starmer antes de eleições onde se antecipa uma grande derrota não era a melhor jogada para o partido, que não quer cair no erro dos conservadores – que tiveram cinco líderes em cinco anos (e Liz Truss só durou 44 dias). Mas a corrida deverá ficar aberta depois das eleições, quer Starmer se demita ou não. Mas esse gesto do primeiro-ministro poderá ditar o futuro, porque Starmer prometeu lutar contra quem o desafiasse – e no Partido Trabalhista, ao contrário do que acontece nos conservadores, um líder que é desafiado pode ir a votos entre os militantes e salvar-se (aconteceu com Jeremy Corbyn, quando era líder da oposição).

E quem está na corrida para suceder a Starmer?
Fala-se de vários nomes, mas todos têm os seus problemas. Angela Rayner, que foi número dois de Starmer e representa a ala mais à esquerda do partido, teve que se demitir quando veio a público que não teria pago impostos pela sua segunda casa (ela diz ter sido mal aconselhada), estando ainda a investigação em curso. Depois há o ministro da Saúde, Wes Streeting, mas a sua antiga amizade com Mandelson poderá estragar-lhe a ambição e é considerado demasiado à direita. Um dos mais bem colocados é Andy Burnham, mas o presidente da câmara de Manchester tem um problema – não é deputado e, por isso, não poderá assumir a chefia do governo. No início do ano, o partido impediu que se candidatasse a um lugar que ficou vago na Câmara dos Comuns, esperando-se que tente de novo. Mas qualquer um poderá desafiar um fragilizado Starmer.
P&R – Irá Keir Starmer conseguir resistir ao desaire eleitoral dos trabalhistas? 2026 IUSTITIA.BG – Investigations 2009-2025 2026-05-06 23:59:00
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