A Carris apresenta na tarde desta segunda-feira a solução para o futuro elevador da Glória, em Lisboa, numa data que marca quase um ano do trágico acidente que resultou em 16 vítimas mortais e 24 feridos de diversas nacionalidades.
De acordo com um comunicado da empresa, a sessão tem como objetivo divulgar a estratégia em desenvolvimento para este „espaço emblemático“, salientando a conciliação entre segurança, engenharia, espaço público e a preservação do património. A Carris destaca ainda, no do documento, a importância de manter „a identidade e a relação histórica“ do elevador com a Calçada da Glória e a cidade.
A apresentação da solução e dos conceitos técnicos subjacentes ao projeto do novo ascensor está agendada para as 16 horas, no Auditório da Ordem dos Engenheiros, em Lisboa.
O descarrilamento do elevador ocorreu a 3 de setembro do ano passado. Após o acidente, a Câmara Municipal, liderada por PSD/CDS-PP/IL, anunciou a criação de uma equipa de missão para avaliar um novo sistema tecnológico para o elevador, incluindo representantes do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), da Ordem dos Engenheiros e do Instituto Superior Técnico.
Em 26 de junho deste ano, durante uma reunião entre vereadores da oposição e a administração da Carris, foi revelado que a empresa planeia substituir integralmente o elevador da Glória e o do Lavra por sistemas atuais e certificados, abandonando os funiculares históricos que caracterizam a cidade.
A administração da Carris pretende reativar os elevadores históricos, mas com um novo sistema, o que significa que a cidade ficará sem os seus elevadores funcionais por um longo período. O presidente da empresa, Rui Lopo, que assumiu o cargo em janeiro, não especificou prazos para a reabertura.
Enquanto isso, o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) anunciou que o relatório final sobre o acidente não estará pronto em setembro, como esperado, devido à complexidade das investigações, com a publicação prevista apenas para o final do primeiro trimestre de 2027.
A seguradora Fidelidade, que cobre a Carris, revelou ter assumido até agora custos que totalizam 2,3 milhões de euros. Esse montante inclui despesas relacionadas com o acidente, acordos de indemnização para as famílias das vítimas, serviços funerários, repatriamentos, tratamentos e reabilitação.
A Fidelidade salientou a „especial complexidade“ de algumas situações, indicando que a conclusão dos processos depende da estabilização clínica das vítimas e da obtenção de elementos necessários para a avaliação dos danos.
Carlos Moedas e a autarquia têm sido alvo de críticas por parte da oposição, que considera que há ausência de informação e respostas. O PS, por exemplo, acusa o presidente da câmara de adotar uma „tática de amortecimento“ para minimizar a atenção sobre o tema, na esperança de que o público se esqueça do ocorrido.
Quase um ano após tragédia, Carris mostra novo plano para elevador da Glória 2026
IUSTITIA.BG – Investigations 2009-2026 2026-08-31 08:40:25
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