
Washington quer “muito investimento” dos Estados Unidos na Venezuela, afirmou o secretário da Energia, Chris Wright, após chegar ao país sul-americano, onde deverá participar na assinatura de um contrato da empresa norte-americana Chevron.
“Queremos ver muito investimento proveniente dos Estados Unidos [EUA] na Venezuela para aumentar as oportunidades e a prosperidade dos venezuelanos, dos norte-americanos e dos consumidores de energia”, afirmou, no aeroporto internacional de Maiquetía, perto de Caracas, no início da segunda visita ao país.
Wright disse na terça-feira aos jornalistas que pretende aumentar “o fluxo de capital privado de um grande número de empresas norte-americanas”.
O dirigente também escreveu sobre a chegada à Venezuela na rede social X, onde afirmou que a “diplomacia energética do Presidente [dos EUA Donald] Trump está a dar resultados, impulsionando novos acordos energéticos, abrindo as portas às empresas norte-americanas e reforçando a segurança energética em todo” o hemisfério.
Wright e a delegação foram recebidos pouco depois das 20:30 (01:30 de hoje em Lisboa), pela ministra dos Hidrocarbonetos venezuelana, Paula Henao, e pelo encarregado de negócios dos EUA na Venezuela, John Barrett.
A visita tem como objetivo a assinatura de um novo contrato para a Chevron na faixa do Orinoco, a maior reserva de petróleo bruto do mundo, segundo explicou anteriormente aos jornalistas um funcionário norte-americano, que especificou que está previsto que hoje a petrolífera anuncie “a expansão das suas operações atuais no país, algo que também aumentará a capacidade produtiva [da Venezuela]”.
Na sexta-feira, Caracas e Washington anunciaram um acordo petrolífero histórico que, segundo a Presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, terá uma vigência de 25 anos, com uma meta de produção superior a 1,5 milhões de barris por dia.
A Casa Branca confirmou a concessão por 100 anos atribuída à empresa privada North American Blue Energy Partners, do controverso empresário Alejandro Betancourt, para explorar parte do petróleo venezuelano.
Wright visitou a Venezuela em fevereiro para estabelecer uma parceria energética de longo prazo acordada com Rodríguez.
Ambos apostaram, na altura, na superação das divergências entre os dois países, cujas relações diplomáticas foram rompidas em 2019 e restabelecidas em março, dois meses após a captura do Presidente Nicolás Maduro e da mulher, Cilia Flores, por tropas norte-americanas em Caracas.
A Venezuela cedeu este ano o controlo estatal sobre a atividade petrolífera para abrir as portas ao capital privado e estrangeiro, ao reformar substancialmente a lei orgânica dos hidrocarbonetos, uma medida que os analistas interpretam como o desmantelamento do legado do falecido presidente Hugo Chávez (1999-2013).
Em 23 de julho, o Presidente dos EUA afirmou que Wright está a “dirigir a Venezuela” e felicitou-o pelo “excelente trabalho” que está a realizar “melhor do que ninguém jamais fez”.
Venezuela: Washington quer “muito investimento” norte-americano em Caracas 2026
IUSTITIA.BG – Investigations 2009-2026 2026-09-02 07:39:06
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