As palavras de Cristina Ferreira sobre o caso de uma jovem de 16 anos, que acusa quatro influencers de violação, geraram uma onda de indignação que levou figuras públicas a tecer críticas e entidades a formalizar queixas junto da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).
A polémica instalou-se esta terça-feira, 14 de abril, durante a emissão do segmento Crónica Criminal do programa Dois às 10, na TVI. Ao comentar o caso, a apresentadora fez uma pergunta que foi interpretada por muitos como relativização do crime e desvalorização do consentimento: “Porque nós temos de falar disto. Porque é assim: mesmo que ela tenha dito para parar, quando são quatro que estão naquela adrenalina de estar a fazer sexo com uma rapariga, alguém ouve? Claro que tem de ouvir, mas alguém entende aquele ‘Não quero mais?'”
| Isto aconteceu mesmo num programa da televisão? pic.twitter.com/lCsAKpDp0M
— MisterMar 2.0 (1.0 censored by X) (@xMisterMar2) April 15, 2026
A reação não tardou nas redes sociais, com figuras públicas, ativistas e anónimos a condenarem as declarações de Cristina Ferreira.
O locutor de rádio Nuno Markl recorreu à ironia e uma caricatura para comentar o caso.
Já a apresentadora da SIC, Andreia Rodrigues, escreveu que “há temas que não podem ser relativizados, nem sobre os quais podemos desviar o olhar”, frisando que “há ‘nãos’ que não têm de ser ditos. Não devem sequer precisar de ser ditos. Estão implícitos. E nada pode justificar ultrapassar essa barreira. Nada. Mesmo nada.”
Entretanto, o Movimento Democrático de Mulheres anunciou que apresentou uma queixa à TVI, à CIG e à ERC, salientando que a declaração de Cristina Ferreira “ignora a lei”, “relativiza o consentimento”, “introduz ambiguidade onde deve haver clareza”, “favorece a culpabilização da vítima”, “desresponsabiliza o agressor” e “normaliza a violência”.
Também a ativista Francisca de Magalhães Barros anunciou que apresentou queixa à Entidade Reguladora para a Comunicação Social por considerar que houve “banalização e tratamento indigno de um crime de violação”.
Cristina Ferreira ainda não comentou a polémica, mas viu-se obrigada a encerrar a caixa de comentários da publicação mais recente no Instagram.
Entretanto, a TVI emitiu um comunicado a lamentar “a forma, o tom, a descontextualização e a manipulação grosseira com que as palavras da apresentadora estão a ser interpretadas e disseminadas”.
“Em nenhuma circunstância, a TVI, e naturalmente Cristina Ferreira, concordaria com a banalização de um qualquer crime e muito menos, o incentivaria ou desvalorizaria. Violações ou sexo sem consentimento só podem ser objeto de repulsa e de condenação. Uma coisa é uma pergunta formulada no exercício das suas funções de apresentadora, com o intuito de proporcionar oportunidade para a expressão do repúdio que atos perpetrados por violadores, outra é manifestar uma opinião crítica. A pergunta aconteceu, o comentário não e muito menos a expressão de banalização do crime. Outra coisa também é a impunidade com que a ofensa gratuita e leviana se espalha , sem controlo, sobretudo nas redes sociais. Os tribunais a quem se recorrerá tratarão de repor a justiça”, escreveu a estação.
“Alguém entende aquele ‘não quero mais’?”. Palavras de Cristina Ferreira sobre violação causam indignação 2026 IUSTITIA.BG – Investigations 2009-2025 2026-04-16 09:00:07
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