
Milhares de pessoas assinalaram o Dia de Trabalhador, num dia em que a CGTP anunciou greve para o 3 de junho. A lei laboral esteve em destaque neste 1º de maio que contou com manifestações de norte a sul do país. UGT e CGTP lançaram críticas ao Governo pelo pacote laboral e partido da esquerda à direita também abordaram o mesmo tema.
No discurso do secretário geral da CGTP, Tiago Oliveira, que anunciou greve para 3 de junho, afirmou que “são nove meses que o Governo se recusou e fugiu à discussão com a CGTP, exatamente porque nós denunciamos logo desde o primeiro momento o conteúdo deste pacote laboral e o que significa para a vida de quem trabalha, porque a CGTP apresentou as propostas sobre legislação laboral que os trabalhadores precisam e o Governo fugiu à sua discussão”.
Segundo o dirigente da central sindical o Governo queria “impor as propostas do patrões”. “A isso nós dizemos não. Estão muito enganados, nós queremos é discutir as propostas ao serviço de quem trabalha e do desenvolvimento do país”, frisou.
“Nós queremos avanços, progressos, nós queremos uma vida melhor, nós somos trabalhadores, somos a parte fundamental do nosso país”, afirmou Tiago Oliveira.
Por sua vez, o secretário geral da UGT, Mário Mourão, disse, ao longo da tarde de dia 1 de maio, que este primeiro de maio teve “uma particularidade que é a discussão do pacote laboral, que é um pacote que retira direitos aos trabalhadores e portanto é uma ameaça permanente se ele for aprovado na Assembleia da República e se mantiverem as mesmas traves mestras que o Governo nunca abdicou”.
Sobre a reunião de dia 7 de maio, o dirigente da UGT afirmou que: “Nós já temos todas as propostas feitas”. “As propostas foram apresentadas em devido tempo, quer as do Governo, quer as dos parceiros sociais e agora aquilo que está em cima da mesa é as tais traves mestras que o Governo vinha a insistir que não abdicaria”.
Já o Presidente da República alertou, na sua mensagem do Dia do Trabalhador, para os atuais desafios enfrentados pelos trabalhadores, criticando a precariedade e defendendo um trabalho que assegure condições de vida dignas”. Numa nota divulgada no site da presidência, António José Seguro sublinhou que “a precariedade não é uma lei da natureza. E o trabalho tem de compensar – tem de pagar a renda, a alimentação e o futuro dos filhos”.
Do lado do primeiro-ministro, Luís Montenegro alertou que o Governo “não abandona as suas convicções” em matéria laboral e garantiu que “já cedeu em todas as traves mestras” desta reforma, acusando a UGT de ser o parceiro “com menos cedências”.
Por sua vez, o secretário-geral do PS desafiou o primeiro-ministro a deixar cair a reforma laboral. “Faço-lhe um apelo: deve deixar cair esta teimosia e deixar cair este pacote laboral, porque ele ofende – é ofensivo dos mais jovens, das mulheres trabalhadoras, dos mais vulneráveis e ofende particularmente as famílias portuguesas”, afirmou José Luís Carneiro.
Questionado sobre o sentido da greve geral agendada para 3 de junho, José Luís Carneiro disse que essa ação de luta é uma decisão que compete às centrais sindicais.
À direita, o presidente do Chega, André Ventura foi mais longe e referiu que a greve convocada pela CGTP para dia 3 de junho representa o “fracasso do Governo” perante as negociações do pacote laboral.
A partir da sede do partido, depois de reunir o governo de sombra do Chega, André Ventura explicou que “foi convicção geral e genérica que a convocatória desta greve geral é o sinal e o sintoma, por um lado do fracasso do Governo nestas negociações [do pacote laboral] que de forma intransigente e de forma até indiferente decidiu levar a cabo aquilo que nem sequer é uma reforma laboral”.
Para o Chega, o pacote laboral apresentado pelo Governo apenas “é a mudança de artigos da legislação laboral que dificilmente se consegue vislumbrar onde vão melhorar a economia, a produtividade, o crescimento económico e é isso que faz falta, é isso que as pessoas querem, é isso que os jovens precisam e é isso que o trabalhadores e os empresários precisam”.
Ño Livre, a deputada Patrícia Gonçalves admitiu que o partido está preocupado com “o caminho das negociações” no que dis respeito ao pacote laboral.
“Vamos aguardar o resultado da reunião [de dia 7 de maio] e entretanto, aparentemente, há uma greve convocada para dia 3 de junho, vamos ver o que acontece. Nós estamos muito preocupados com o caminho das negociações, o que nos parece é que há uma certa responsabilização até das centrais sindicais quando é o Governo que apresenta propostas que não são sequer para negociar porque são todas para o mesmo lado, são todas a atacar os direitos dos trabalhadores e não há nada de bom nestas propostas”, disse a deputada do Livre na celebração do dia do trabalhador no Jamor.
O Bloco de Esquerda aproveitou para apelar à mobilização para a greve geral e considerou que o pacote laboral “está na iminência de ser derrotado”. O coordenador do Bloco de Esquerda (BE) considerou “é particularmente importante que nesta batalha tão forte que está a ser feita contra o pacote laboral, haja a mobilização de todos os trabalhadores, sindicalizados e não sindicalizados”.
Dia do Trabalhador marcado por críticas de sindicatos e oposição à reforma laboral 2026 IUSTITIA.BG – Investigations 2009-2025 2026-05-01 19:14:16
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