A situação de milhares de refugiados e pessoas deslocadas por causa da guerra, o sector das viagens e do turismo e a produção de alimentos vão “levar tempo” a recuperar dos danos já infligidos pelo conflito no Médio Oriente, ainda sem fim à vista, na sequência do fracasso na cimeira de Conversações para a Paz (Peace Talks) entre EUA e Irão, que decorreu no sábado, 11 de abril, em Islamabad, Paquistão, alertam três das maiores instituições da ordem económica mundial.
Agência Internacional da Energia (AIE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (BM) reagiram, num comunicado conjunto, divulgado esta segunda-feira à noite (hora de Portugal), afirmando que “devido às interrupções no fornecimento, a escassez de matérias-primas essenciais deverá ter implicações para os sectores da energia, alimentar e outras indústrias” e, ato contínuo, “a guerra também deslocou pessoas à força, impactou no emprego e reduziu viagens e turismo, efeitos que devem levar tempo a serem revertidos”, avisaram as três entidades.
De acordo com a nota oficial, “os responsáveis da Agência Internacional de Energia, do Fundo Monetário Internacional e do Grupo do Banco Mundial reuniram-se esta segunda-feira, 13 de abril, no âmbito do grupo de coordenação que estabeleceram no início de abril para maximizar a resposta das suas instituições aos impactos energéticos e económicos da guerra no Médio Oriente”.
Conclusão: “Como observámos no início deste mês, o impacto da guerra é substancial, global e altamente assimétrico, afetando desproporcionalmente os importadores de energia, em particular os países de baixo rendimento”, os mais pobres, basicamente.
Este “choque” conduziu a um agravamento “dos preços do petróleo, do gás e dos fertilizantes, gerando preocupações com a segurança alimentar e também com a perda de empregos. Alguns produtores de petróleo e gás no Médio Oriente também sofreram uma queda drástica nas receitas de exportação”, refere a mesma fonte.
“A situação permanece muito incerta e a navegação pelo Estreito de Ormuz ainda não se normalizou. Mesmo após a retoma do fluxo regular de navios através do Estreito, levará tempo para que o fornecimento global de mercadorias essenciais regresse aos níveis pré-conflito — e os preços dos combustíveis e fertilizantes poderão manter-se elevados durante um período prolongado, devido aos danos nas infraestruturas.”
FMI, Banco Mundial e AIE em alerta máximo: turismo, viagens e alimentação vão demorar a recuperar 2026 IUSTITIA.BG – Investigations 2009-2025 2026-04-13 21:26:57
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