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Trump à beira de um ataque de nervos 2026

Юстиция Иванова by Юстиция Иванова
Agosto 25, 2026
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Trump à beira de um ataque de nervos 2026

Trump à beira de um ataque de nervos

Trump à beira de um ataque de nervos 2026 trump beira ataque nervos 2026 roubei a ideia deste título a pedro almodóvar, ao seu conhecido filme “mulheres à beira de um ataque de nervos”,... Iustitia. Bg trump à beira de um ataque de nervos 2026 2026-08-25 23:08:44 justiça - iustitia. Bg

Roubei a ideia deste título a Pedro Almodóvar, ao seu conhecido filme “Mulheres à beira de um ataque de nervos”, cuja mensagem de fundo era a emancipação da mulher, sobretudo da tutela masculina.

Em Trump, pelo que se conhece, há muitas “emancipações” que já não vêm a tempo e o impedem de ser um presidente dos EUA com alguma decência. Uma delas, a da fome pelo dinheiro, ou seja, a de que tudo em que mexe em política (vertigem transacional) é na mira do dinheiro, a qual se cruza com um grande EGO. Não sei se se cruza ou se se entrecruzaram e não há “fármacos” que resolvam!!

1. E, neste seu fio condutor, Trump não sabe, neste momento da Guerra com o Irão, para onde se virar, pois as saídas aparecem cada vez mais bloqueadas. Redemoinha, redemoinha sobre si próprio e não sai do sítio, apenas ditos hilariantes, ou seja, a sua credibilidade torna-se cada vez mais estreita e pequenina aos olhos do Mundo e mesmo em grande parte dos seus apoiantes do Maga.

À beira de eleições intercalares, sem mísseis porque tinha poucos e os gastou muito cedo a bombardear o Irão, logo nos inícios da guerra de 28 de Fevereiro e sem capacidade de produção para os substituir, com uma crise energética mundial e interna por si criada em parceria com Israel na guerra contra o Irão e uma subida de preços que não abranda e traz muito descontentamento aos americanos, o ataque de nervos está à porta.

Não é o primeiro Presidente dos EUA a atolar-se. Lembremo-nos do Afeganistão e do que está a acontecer nestes cinco anos de entrega do poder aos Talibãs, sobretudo com as mulheres, em que todos os direitos lhes são sonegados!

A juntar a isto, surge ainda a baixa reserva estratégica do Petróleo que, segundo consta (Bank of America), é das mais baixas na história dos EUA. A crise do diesel também é tema e, segundo alguns peritos, na Europa está pelas costuras. Por este andar, ainda vai ter de encomendar (furando as suas próprias sanções) uns quantos petroleiros bem cheinhos à Rússia.

E tudo isto piora quando quase todos os dias aparecem notícias em revistas e jornais do mundo inteiro e em alguns dos mais prestigiados no seu país sobre o seu mais directo adversário, a China, que nada abonam em favor do “sucesso” dos EUA.

Quase todos os dias aparecem notícias ou projecções sobre os avanços da China em detrimento dos EUA. A projecção mais recente que li refere-se à energia nuclear civil em que a China deverá ser dominante no Mundo até 2030, em termos de capacidade instalada e produção, ultrapassando, deste modo, os EUA.

Já não bastava a situação de domínio absoluto no fabrico e exportação de equipamento para as renováveis intermitentes (solar e eólica) para pôr os cabelos de Trump em pé!  Só faltava agora, a breve prazo, a nuclear e, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), essa é a situação mais expectável.

China líder mundial na electricidade de origem nuclear

2. Segundo a AIE e relatórios de consultores internacionais credenciados, a China ultrapassará os EUA até ao ano de 2030 em número de reactores instalados e capacidade produtiva, tornando-se o país número 1 do Mundo no sector.

Presentemente, os Estados Unidos lideram com uma capacidade operacional entre 94 a 98 GW, com 96 reactores comerciais instalados em 57 centrais.  No entanto, não possuem reactores nucleares de grande escala em construção. Há apenas alguns acordos com as grandes tecnológicas da IA para instalar uns quantos SMR pois, como se conhece, são grandes utilizadoras de electricidade e água.

A China tem menos 30 GW instalados, correspondendo a 62 reactores com 66 GW de capacidade. Mas lidera os investimentos de expansão pois está a instalar 58 reactores, correspondendo a mais de metade do que se está a construir no Mundo.

E a China apresenta, por seu lado, vantagens: na construção, menores custos por unidade, mais baixo tempo de construção com a ligação à rede entre 5 e 6 anos, o que corresponde a cerca de metade dos EUA e muito menos face ao tempo médio da Europa, tendo ainda a grande vantagem de abundante mão de obra qualificada.

Tudo isto deve-se ao processo de organização da produção, tempo de construção do reactor, financiamento e tempo de decisão: 4 parâmetros essenciais da competitividade.

Em termos de organização da produção, a China segue e domina o método da padronização industrial, que lhe permite a construção de vários reactores, em simultâneo, com redução de custos e tempo de fabrico.

“Mix” energético da China no futuro

3. A afirmação futura da China na energia nuclear e na hidroelétrica, de que tem muita potencialidade ainda por explorar, permitir-lhe-á reduzir as fragilidades, que são bastantes, porque depende da importação de petróleo e gás, dada a sua limitação de recursos, procurando sempre rotas de abastecimento diversificadas.

Faz parte da sua estratégia no longo prazo esta construção de caminhos variados, na procura de redução de riscos.

Para a China, os pilares futuros da sua produção de energia, hoje ainda com uma base forte no carvão, de que tem elevadas reservas, passará a ser a água e a nuclear, doseadas com a capacidade de renováveis intermitentes até um certo patamar. Tudo energia limpa. Mas algum tempo vai demorar este percurso.

O ano de 2049 poderá ser uma meta, coincidindo com a sua aposta em tornar-se o país líder mundial, a data do primeiro centenário da revolução popular chinesa. A China não se comprometeu com os acordos da Transição de Paris, em 2050, mas aceita e propôs para si mais dez anos, 2060.

A energia é para a China, uma questão estratégica e de soberania

4. A China não vê a energia, como uma mera questão técnica, mas enquadra-a num problema global de Soberania, de poder e de transição de forma sustentada e científica para as energias limpas.

Para a China, a energia constitui, assim, uma pedra basilar-base do seu prosseguimento para a grande potência mundial que está a criar e pretende ser.

A sua aposta tem sido a de dar passos sustentados, a lição aprendida desde a reforma de mudança de padrões na economia com Deng Xiaoping, nos finais da década de 1970, que, com um ou outro percalço, tem suportado um desenvolvimento económico consistente, baseado na inovação e em franco  desafio com os EUA.

Trump à beira de um ataque de nervos 2026

IUSTITIA.BG – Investigations 2009-2026 2026-08-25 23:08:44

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