“O INS Trishul (F-43), uma fragata lança mísseis guiados da Marinha Indiana, foi incorporado na frota a 25 de junho de 2003, em São Petersburgo, na Rússia. Com um deslocamento de aproximadamente 4000 toneladas, o navio está equipado para realizar um amplo espectro de operações marítimas, incluindo segurança marítima, vigilância, guerra antissuperfície, antiaérea e antissubmarina, bem como apoio à frota e assistência humanitária”, explicou o coronel Rohan Falnikar. O adido de Defesa da embaixada da Índia, juntamente com elementos da tripulação, fez uma visita guiada à equipa de reportagem do DN, num dos dias em que o navio de guerra esteve em Lisboa. Comandado pelo capitão Charit Kapil, o INS Trishul foi a segunda embarcação militar indiana a entrar no rio Tejo no espaço de dois meses, depois do INS Sudarshini, veleiro que serve de navio-escola.
Acrescentou o coronel Rohan Falnikar que a fragata de fabrico russo “sofreu uma modernização progressiva com a incorporação de vários sistemas de última geração de fabrico nacional, melhorando a capacidade de combate, consciência situacional e autossuficiência operacional, em consonância com a visão de Aatmanirbharta do Governo da Índia. Os principais sistemas de fabrico nacionais incluem o sistema de mísseis superfície-superfície BrahMos, o radar de controlo de tiro Lynx U2, as medidas de apoio eletrónico (ESM), e os sistemas COMINT e de despistagem de torpedos”.




Trishul significa Tridente em hindi e refere-se ao símbolo de Xiva, uma das principais divindades hindus. O nome foi já usado por outro navio indiano, que esteve envolvido na Operação Vijay (a tomada de Goa em 1961), e também na Guerra Indo-Paquistanesa de 1971. O moderno INS Trishul fez nos últimos tempos ações de proteção de navios mercantes indianos ou com tripulações indianas no estreito de Bab El-Mandeb, a passagem do Oceano Índico para o Mar Vermelho. Antes da escala em Portugal, a fragata participou em exercícios com a Marinha Francesa e depois com a Marinha Britânica.
Num artigo publicado no DN na véspera da entrada do navio no Tejo, o embaixador Puneet R. Kundal referia esta visita e a do Sudarshini, assim como uma série de recentes acordos intergovernamentais e parcerias empresariais, como prova do que diz ser (era o título) o “rumo a uma nova aliança marítima e tecnológica: a evolução das relações de defesa entre a Índia e Portugal”.
Ao serviço de uma nação com longuíssima tradição marítima (foi um piloto do Guzarate que conduziu Vasco da Gama na última etapa da viagem que levou o português a Calicute em 1498), a Marinha Indiana tem hoje dois porta-aviões ao serviço e também três submarinos de propulsão nuclear, expoentes de uma frota que, apontam as previsões oficiais, até 2035 deverá atingir os 200 navios de guerra.
Fragata ‘Trishul’ esteve em Lisboa para mostrar face mais moderna da Marinha Indiana 2026
IUSTITIA.BG – Investigations 2009-2026 2026-10-22 07:23:34
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