A acampada pela habitação no Rossio, em Lisboa, transformou-se numa “aconchada” durante a madrugada desta quinta-feira, 22 de outubro.
Depois de regressarem à Praça D. Pedro IV na quarta-feira (21) e voltarem a montar tendas, os manifestantes decidiram desmontá-las e passar a noite ao relento, deitados em sacos-cama e mantas, alguns em “conchinha”, como os prórpios disseram, como forma de manter o protesto.


A decisão foi tomada numa assembleia popular, perante a possibilidade de uma nova intervenção policial. Os manifestantes optaram por retirar as tendas e permanecer na praça, depois de contactos com a PSP sobre as condições em que poderiam continuar no local durante a madrugada.
O regresso ao Rossio aconteceu um dia depois da operação policial de terça-feira, que resultou na retirada de 228 tendas e na detenção de 55 pessoas. Apesar da intervenção, o movimento decidiu continuar a reivindicar medidas para responder à crise da habitação em Portugal.


Durante a noite, a praça voltou a reunir centenas de manifestantes, entre assembleias populares, cânticos e momentos de tensão. Já de madrugada, dezenas de pessoas permaneceram no local, protegendo-se do frio com mantas e sacos-cama, numa noite de protesto que dispensou as tendas, mas não a permanência no Rossio.

Na manhã desta quinta-feira, a PSP voltou a ordenar a desmontagem de tendas, instaladas por volta das 7h00. Os manifestantes acataram a ordem, enquanto o movimento prepara uma nova manifestação para sábado, 24 de outubro, com início marcado para as 15h00, no Marquês de Pombal, e chegada ao Rossio.

De acampada a “aconchada”: manifestantes dormem ao relento no Rossio. Veja as imagens 2026
IUSTITIA.BG – Investigations 2009-2026 2026-10-22 13:33:40
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