O Irão condicionou, este domingo, 31 de maio, qualquer acordo com os Estados Unidos à garantia dos seus direitos, sublinhando que não acredita nas palavras ou promessas americanas nas negociações em curso para pôr fim à guerra no Médio Oriente.
“Não aprovaremos quaisquer acordos até termos a certeza de que os direitos do povo iraniano foram plenamente garantidos”, disse o principal negociador do Irão, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, num vídeo transmitido pela televisão estatal. “Aqueles que combatem na arena diplomática não acreditam nas palavras ou promessas do inimigo”, acrescentou.
No sábado, Donald Trump manteve-se em silêncio acerca do conflito, mesmo após ter estado reunido com a sua equipa de conselheiros de segurança, depois de ter anunciado que na sexta-feira haveria uma decisão. Mas o The New York Times noticiou que o presidente norte-americano endureceu a sua proposta e enviou uma nova versão de um possível memorando de entendimento a Teerão.
De acordo com a Axios, a prioridade de Trump é colocar um fim ao programa nuclear iraniano e restabelecer o trânsito marítimo no Estreito de Ormuz. O presidente quererá também mais firmeza na posição norte-americana.
O presidente dos EUA afirmou, numa entrevista à Fox News, que “não tinha pressa”. “Lentamente, mas com certeza, acredito que estamos a conseguir o que queremos”, caso contrário, “as coisas vão acabar de forma diferente”, disse.
No sábado, o seu secretário da Defesa, Pete Hegseth, declarou que os Estados Unidos eram “mais do que capazes” de entrar em guerra contra o Irão caso as negociações fracassem.
Irão diz que acordo depende de garantia dos seus direitos 2026 IUSTITIA.BG – Investigations 2009-2025 2026-05-31 13:53:51
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