
O empresário nigeriano Aliko Dangote, fundador e presidente do Grupo Dangote, defendeu na sexta-feira em Washington que apenas com maior disciplina política, melhor implementação e parcerias mais profundas África conseguirá converter a sua escala em prosperidade.
Num evento de alto nível sob o tema “políticas que impulsionam o crescimento industrial e criam empregos em África”, organizado pelo Banco Mundial, Dangote indicou que o continente africano vive hoje um momento decisivo, sendo uma “imensa promessa, mas sob forte pressão”.
“África tem a população mais jovem do mundo, algumas das cidades de crescimento mais rápido, vastos recursos naturais, crescente adoção digital e uma notável energia empreendedora. No entanto, enfrenta também uma pobreza persistente, lacunas infraestruturais, pressões da dívida, choques climáticos, fraca criação de emprego e um ambiente global cada vez mais incerto”, observou aquele que é considerado um dos maiores empreendedores africanos.
Face à previsão de mais de 620 milhões de pessoas a entrar no mercado de trabalho africano até 2050, o Banco Mundial defende que os países precisam de priorizar um crescimento mais produtivo, diversificado e liderado pelo setor privado para gerar empregos.
No evento na capital norte-americana, Dangote, que é fundador de um dos maiores conglomerados industriais da África, com interesses que abrangem cimento, açúcar e refino de petróleo, considerou que África é hoje uma região presa entre grandes oportunidades e uma transformação incompleta.
“A questão central que se coloca é se África pode converter a sua escala em prosperidade, se pode transformar o crescimento demográfico em empregos produtivos, a riqueza natural em agregação de valor industrial, a urbanização em competitividade e a integração regional em oportunidade comercial”, refletiu.
O homem mais rico de África, segundo a revista Forbes, e que fundou e preside a maior produtora de cimento do continente, acrescentou que a resposta à sua própria pergunta é “sim”, “mas apenas com maior disciplina política, melhor implementação e parcerias mais profundas”, uma questão que está diretamente ligada à criação de emprego.
As estimativas do Banco Mundial apontam que a população em idade ativa na África Subsaariana deverá aumentar em 740 milhões até 2050.
Aproximadamente 10 a 12 milhões de jovens africanos entram no mercado de trabalho anualmente. No entanto, apenas cerca de três milhões de empregos formais assalariados são criados, resultando numa lacuna significativa no mercado de trabalho.
“A lacuna não é meramente um problema do mercado de trabalho. É o principal desafio do desenvolvimento. Afeta a pobreza, a migração, a estabilidade, as finanças públicas e a legitimidade política”, disse Aliko Dangote, argumentando que devem ser os próprios africanos a liderar o desenvolvimento do continente.
O empresário destacou igualmente a importância da agricultura e dos sistemas alimentares para o continente.
Sublinhou que África tem um enorme potencial agrícola, mas a produtividade continua a ser muito baixa e dependente das chuvas.
“Apenas cerca de 4% das terras cultiváveis em África são irrigadas, em comparação com aproximadamente 42% no Sul da Ásia. Isto ajuda a explicar a instabilidade das culturas, a dependência das importações de alimentos e a vulnerabilidade aos choques climáticos”, explicou.
“Se África deseja uma transformação agrícola, necessita de passar da subsistência à produtividade (…) E isso significa investir na irrigação, principalmente por gota-a-gota, armazenamento, fertilizantes, estradas rurais, sistemas de sementes, agroindústria e ligações de mercado mais fortes”, reforçou.
Fundador do Grupo Dangote pede maior disciplina política para África prosperar 2026 IUSTITIA.BG – Investigations 2009-2025 2026-04-17 23:43:52
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