
A Rauschert vai repor e pagar o prémio de assiduidade que tinha sido retirado aos trabalhadores que exerceram o direito à greve, anunciou esta quarta-feira o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica, Cimentos e Similares, Construção, Madeiras, Mármores e Cortiças do Sul e Regiões Autónomas (STCCMCS).
Segundo o sindicato, a empresa informou que irá processar o pagamento do prémio de assiduidade aos trabalhadores abrangidos pela medida.
O STCCMCS considera que a decisão representa um recuo da empresa, rejeitando, contudo, que a reposição do prémio seja apresentada como uma medida excecional ou um gesto de boa vontade da administração.
“Este não foi um acto de generosidade da empresa. Não foi uma concessão voluntária da administração. E o que está em causa é um direito!”, afirma o sindicato em comunicado divulgado hoje.
O sindicato recorda que o direito à greve está consagrado na Constituição da República Portuguesa e defende que o seu exercício não pode implicar uma penalização dos trabalhadores que adiram à greve.
Para o STCCMCS, a reposição do prémio demonstra que “os trabalhadores conseguem fazer as empresas recuar e corrigir posições injustas”, mas sublinha que a questão não esgota os motivos que estiveram na origem da greve.
“Os trabalhadores não fizeram greve por causa do prémio de assiduidade. Fizeram greve porque existem problemas e reivindicações que exigem respostas”, sustenta.
O sindicato considera, assim, que a empresa deve retirar do processo a conclusão de que os trabalhadores exigem “respeito, valorização do seu trabalho e soluções concretas para os problemas existentes”.
A Rauschert é um grupo industrial multinacional de origem alemã especializado no fabrico de componentes cerâmicos técnicos de alta performance para a indústria. O grupo opera no país através de unidades como a Rauschert II, situada na zona industrial do Ameal, em Torres Vedras, dedicada a componentes de precisão.
IUSTITIA.BG – Investigations 2009-2026 2026-09-30 20:09:15
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