Kremlin espera que negociações entre EUA e Irão sejam retomadas. Situação “continua frágil e imprevisível”
O Kremlin espera que haja uma segunda ronda negocial entre os EUA e o Irão de modo a evitar um agravamento no conflito no Médio Oriente.
“Podemos ver que a situação no Golfo continua frágil e imprevisível. Esperamos que o processo de negociação continue e que possamos evitar uma escalada para um cenário militar”, afirmou esta segunda-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pela Reuters.
A Rússia manifestou disponibilidade em dar o apoio necessário “para facilitar uma resolução pacífica e ajudar a chegar a um acordo”, adiantou Peskov.
Ministros dos Transportes da UE reúnem-se para debater impactos no setor
Os ministros dos Transportes da União Europeia (UE) vão reunir-se na terça-feira, numa videoconferência informal, para debater os impactos do conflito no Médio Oriente para o setor, nomeadamente para a aviação dada a pressão sobre o combustível.
Portugal estará representado na reunião virtual pelo ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz.
A presidência rotativa do Conselho da União, ocupada este semestre por Chipre, quer assegurar uma forte coordenação da UE, reduzir dependências externas de combustíveis fósseis e adotar medidas concretas e acionáveis.
A discussão surge na véspera de a Comissão Europeia divulgar, na quarta-feira, um pacote de medidas para aliviar a crise energética causada pelo conflito no Médio Oriente.
DN/Lusa
China defende direito ao uso pacífico da energia nuclear
A China defendeu hoje o direito dos países em desenvolvimento ao uso pacífico da energia nuclear, um dos pontos que continuam a dificultar as negociações entre Estados Unidos e Irão.
Em conferência de imprensa, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun referiu-se ao relatório apresentado por Pequim à XI Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), que decorrerá entre 27 de abril e 22 de maio.
No documento, a China apela à prevenção efetiva de uma guerra nuclear e à resolução de conflitos regionais por vias políticas e diplomáticas, defendendo simultaneamente o direito dos países em desenvolvimento à utilização pacífica da energia nuclear.
Segundo Guo, Pequim manifestou “grande preocupação” com os desafios enfrentados pelo tratado e considerou que a conferência deve instar os Estados Unidos a cumprir a sua “responsabilidade prioritária” em matéria de desarmamento nuclear.
O porta-voz acrescentou que Washington deve “corrigir os ataques com recurso à força contra instalações nucleares pacíficas de Estados não detentores de armas nucleares”.
Defendeu ainda que os Estados Unidos devem pôr termo a acordos de “dissuasão alargada” e de partilha nuclear no âmbito de alianças, bem como adotar medidas para travar tendências consideradas negativas de países como o Japão no sentido de desenvolver capacidades nucleares próprias.
Guo indicou que a China participará na conferência com uma postura construtiva, trabalhando com todas as partes para salvaguardar a autoridade e eficácia do regime internacional de não proliferação nuclear, manter a paz mundial e promover a estabilidade global.
A questão do enriquecimento de urânio continua a ser um dos principais pontos de fricção entre Washington e Teerão: os Estados Unidos exigem “enriquecimento zero”, enquanto o Irão defende o direito de o manter para fins civis.
Lusa
Irão não tem planos para nova ronda negocial com os EUA
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão afirmou esta segunda-feira que, até ao momento, o país não tem planos para uma nova ronda negocial com os EUA no Paquistão.
“Até o momento, não temos planos para a próxima ronda de negociações e nenhuma decisão foi tomada a esse respeito”, disse Esmaeil Baqaei, em conferência de imprensa, segundo a agência de notícias iraniana Mehr, citada pela imprensa internacional.
Pelo menos 3375 pessoas morreram desde o início do conflito
Pelo menos 3375 pessoas morreram no Irão, desde o início da guerra desencadeada por Israel e os Estados Unidos, divulgou hoje o chefe da Organização de Medicina Legal iraniana.
Segundo o chefe da Organização de Medicina Legal do Irão, Abbas Masjedi, apenas quatro corpos deste novo número estão por identificar.
Masjedi, citado pela agência de notícias Mizan, órgão oficial de comunicação do poder judiciário do Irão, não detalhou as baixas entre civis e forças de segurança, afirmando apenas que 2875 eram homens e 496 mulheres. Segundo disse, 383 tinham menos de 18 anos de idade.
Os novos números divulgados por Masjedi levantaram dúvidas sobre se incluem ou não membros das forças de segurança, especialmente por causa dos intensos bombardeamentos contra bases militares e arsenais no país.
O ataque de Israel e dos EUA contra o Irão, no dia 28 de fevereiro, estendeu-se por 39 dias consecutivos, até à entrada em vigor de um cessar-fogo de duas semanas, que expira na próxima quarta-feira.
Lusa
EUA mostram imagem de cargueiro iraniano apreendido
O Comando Central dos EUA divulgaram esta segunda-feira imagens do cargueiro iraniano apreendido no domingo, no âmbito do bloqueio marítimo imposto por Washington aos portos iranianos.
As imagens mostram os militares norte-americanos fuzileiros a abordar, partir de um helicóptero, o cargueiro Touska,
Os fuzileiros navais “desceram de rapel até à embarcação de bandeira iraniana no dia 19 de abril, depois de o contratorpedeiro de mísseis guiados USS Spruance ter desativado a propulsão do Touska, quando o navio comercial ignorou repetidas advertências das forças norte-americanas durante um período de seis horas”, segundo o comando Central dos EUA.
U.S. Marines depart amphibious assault ship USS Tripoli (LHA 7) by helicopter and transit over the Arabian Sea to board and seize M/V Touska. The Marines rappelled onto the Iranian-flagged vessel, April 19, after guided-missile destroyer USS Spruance (DDG 111) disabled Touska’s… pic.twitter.com/mFxI5RzYCS
— U.S. Central Command (@CENTCOM) April 20, 2026
Presidente do Irão disponível para a diplomacia, mas “desconfiança em relação ao inimigo” é “inegável”
Masoud Pezeshkian, presidente do Irão mostrou-se esta segunda-feira disponível para a diplomacia, mas afirmou que a “desconfiança em relação ao inimigo” é “inegável”.
“A guerra não interessa a ninguém e, embora seja necessário resistir às ameaças, todos os caminhos racionais e diplomáticos devem ser utilizados para reduzir as tensões”, disse o presidente iraniano, de acordo com a agência estatal IRNA, citada pelo The Guardian.
Ainda assim, o Irão não confirmou a presença numa nova ronda de negociações com os EUA no Paquistão. Para o presidente iraniano, “a desconfiança em relação ao inimigo e a vigilância nas interações são uma necessidade inegável”.
Apreensão de navio iraniano pelos EUA faz preços do petróleo subir mais de 5%
Os preços do petróleo aceleraram mais de 5% esta segunda‑feira, 20, impulsionados por receios de que o cessar‑fogo entre os Estados Unidos e o Irão esteja a ameaçar desagregar‑se após a apreensão, por Washington, de um navio de carga iraniano.
Teerão disposto a conversar com Washington mas sem confirmar presença em Islamabad
O presidente da comissão de segurança nacional do parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, declarou hoje que Teerão vai manter conversações com Washington, mas sem confirmar presença em Islamabade, onde está prevista a chegada da delegação norte-americana.
“Depende se Teerão recebe sinais positivos. Nunca excluímos o princípio da negociação. Quem sabe, hoje ou amanhã (terça-feira), após uma avaliação mais atenta, possamos considerar enviar uma delegação, desde que a equipa de negociações norte-americana e as suas mensagens sejam positivas”, disse, em entrevista à televisão Al Jazeera.
Azizi frisou que há ‘linhas vermelhas’ que “devem ser respeitadas” e ameaçou Estados Unidos e Israel com consequências caso “tomem medidas contrárias aos interesses” da República Islâmica, considerando que ir ao Paquistão “não significa negociar a qualquer preço” nem aceitar qualquer proposta da outra parte.
O também ex-comandante da Guarda Revolucionária iraniana afirmou que “a questão do Líbano foi muito importante”, acrescentando que “a libertação dos ativos [financeiros] congelados” pelas sanções internacionais é uma “das condições prévias”.
Os Estados Unidos anunciaram o envio de uma comitiva liderada pelo vice-presidente de Donald Trump, JD Vance, à semelhança de há uma semana, mas ameaçaram com novos ataques caso não haja progresso nas conversações.
Os responsáveis iranianos condicionaram os contactos ao fim do bloqueio norte-americano à navegação no estreito de Ormuz, algo que consideram “ilegal e criminoso”.
Trump avisou que se Teerão não aceitar a proposta de Washington, as forças armadas norte-americanas podem destruir “todas e cada uma das centrais elétricas e pontes” do Irão.
Lusa
Exército israelita confirma que soldado destruiu uma estátua de Jesus no Líbano
O exército de Israel confirmou hoje que o soldado fotografado a destruir uma estátua de Jesus Cristo com um martelo numa aldeia cristã no sul do Líbano é um militar israelita.
“Após uma análise inicial, foi determinado que esta fotografia mostra um soldado israelita em missão no sul do Líbano”, escreveram as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), na rede social X.
“Serão tomadas medidas apropriadas contra os envolvidos, de acordo com as conclusões da investigação”, acrescentou o exército, assegurando que estava a tratar o assunto com “o máximo rigor”.
As IDF reiteraram o compromisso de “ajudar a comunidade a recolocar a estátua no seu lugar” e afirmaram que não tinham “qualquer intenção de danificar as infraestruturas civis, incluindo edifícios ou símbolos religiosos”.
A imagem tem circulado amplamente nas redes sociais desde que o jornalista palestiniano Yunis Tirawi a partilhou no domingo.
A fotografia mostra um soldado israelita, empunhando um longo martelo, a golpear o rosto de uma estátua de Jesus Cristo crucificado que tinha sido retirada da cruz, deixando-a de cabeça para baixo no chão. A fotografia foi tirada num espaço aberto, não dentro de uma igreja.
Segundo Tirawi e o jornal israelita Yedioth Ahronoth, a estátua estava localizada na aldeia de Debel, na região centro-sul do Líbano, que continua sob ocupação militar israelita.
As tropas israelitas permaneceram na zona e demoliram mais casas no domingo, de acordo com a agência de notícias oficial libanesa ANI.
Lusa
Austrália alerta para “maior choque energético da sua história”
O Governo da Austrália alertou hoje que o país enfrenta “o maior choque energético da sua história” devido à guerra no Médio Oriente e da dificuldade de trânsito de crude pelo estratégico estreito de Ormuz.
Em declarações à emissora pública australiana ABC, o ministro da Indústria e Ciência, Tim Ayres, descreveu a situação como “altamente volátil”, depois de um navio da Marinha dos Estados Unidos ter disparado contra uma embarcação que, segundo Washington, tentava romper o bloqueio imposto aos portos iranianos.
Os militares iranianos denunciaram o ataque norte-americano a uma embarcação iraniana perto do estreito de Ormuz como uma violação do cessar-fogo entre Teerão e Washington e afirmaram ter respondido com ataques de drones contra navios norte-americanos.
O Irão retomou o “controlo rigoroso” de Ormuz no sábado, apenas um dia depois de ter anunciado a reabertura do estreito.
Paralelamente ao bloqueio iraniano, os Estados Unidos estão a implementar um bloqueio naval dirigido especificamente a Teerão para impedir a exportação e importação de mercadoria.
“É por isso que o Governo australiano tem apelado à redução e à cessação das hostilidades”, afirmou Ayres, que sublinhou que as autoridades estão a trabalhar intensamente para reforçar a segurança do abastecimento de combustível e fertilizantes, tanto a nível nacional como regional.
O ministro explicou que as medidas visam “proporcionar uma reserva” para proteger a Austrália e os seus cidadãos do impacto daquilo que descreveu como um “choque energético” sem precedentes.
No entanto, Ayres desvalorizou as flutuações imediatas dos preços dos combustíveis e sublinhou que a situação está em rápida evolução.
“É importante não nos concentrarmos nos altos e baixos diários da atividade”, observou.
Em vez disso, o ministro afirmou que a prioridade do Governo é agir em duas frentes: garantir a segurança energética a curto prazo e reforçar a resiliência económica a longo prazo.
Neste sentido, Ayres destacou os investimentos destinados a reforçar a capacidade industrial e energética do país.
O ministro recusou confirmar se o Governo irá prolongar as medidas temporárias de alívio do custo de vida, como os ajustamentos nos impostos sobre os combustíveis ou nas taxas para veículos pesados.
Lusa
Siga aqui as notícias sobre o conflito no Médio Oriente
Bom dia,
Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra no Médio Oriente. O presidente da comissão de segurança nacional do parlamento iraniano manifestou que o país pretende manter conversações com os EUA mas não confirmou presença em Islamabad, onde está prevista para esta segunda-feira, 20 de abril, a chegada da delegação norte-americana.
Teerão sem planos para negociações. “Desconfiança em relação ao inimigo” é “inegável”, diz presidente iraniano 2026 IUSTITIA.BG – Investigations 2009-2025 2026-04-20 08:17:18
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