No dia em que o Irão enviou uma resposta aos Estados Unidos através do mediador paquistanês, sucederam-se mais acusações e ameaças, e desta vez até foram incluídas as forças francesas e britânicas. O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano advertiu que a presença de navios de guerra franceses e britânicos no estreito de Ormuz será objeto de uma “resposta decisiva e imediata”. Já o presidente dos Estados Unidos e o primeiro-ministro de Israel voltaram a vincar que o urânio enriquecido é um tema pendente.
Teerão anunciou ter, por fim, transmitido ao mediador paquistanês a sua resposta à proposta americana de pôr fim ao conflito. Num primeiro momento não foram fornecidos quaisquer pormenores sobre a resposta iraniana, limitando-se a indicar, através das agências noticiosas que, “de acordo com o quadro proposto, as negociações nesta fase centrar-se-ão principalmente na questão do fim da guerra na região”. Foi ainda dito que a resposta do Irão concentra-se na “segurança do tráfego marítimo no Golfo Pérsico e no estreito de Ormuz”.
Mais tarde, a agência iraniana Tasnim disse que o texto proposto pelo Irão sublinha a necessidade de pôr fim à guerra em todos as frentes. Além disso, pede a suspensão das sanções dos EUA e o fim do bloqueio naval imposto pelos EUA no estreito de Ormuz. Além de um fim imediato da guerra, a proposta do Irão exige garantias contra qualquer ataque renovado ao país.
Não demorou muito a que o presidente dos Estados Unidos reagisse na sua rede social. “Não gosto. Totalmente inaceitável!”, exclamou Donald Trump no Truth Social sobre “a resposta dos chamados ‘Representantes’ do Irão”.
À Al Jazeera, Sultan Barakat, professor universitário no Qatar, disse que o Irão dá sinais de restaurar o tráfego no estreito de Ormuz. “Provavelmente irão propor aos norte-americanos uma regulamentação conjunta, o que, acredito, o presidente Trump apreciaria particularmente porque condiz com o seu caráter.”
O discurso oficial continua a ser o de confrontação. Ebrahim Rezai, porta-voz da comissão de segurança nacional do Parlamento iraniano, avisou os Estados Unidos de que “a contenção acabou”. Ou seja, qualquer agressão aos seus navios terá “uma resposta pesada e decisiva do Irão contra os navios e bases norte-americanas”. Na mesma linha, mas dirigindo-se em particular aos franceses e britânicos, escreveu o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Kazem Gharibabadi. “O estreito de Ormuz não é propriedade coletiva das potências extrarregionais”, afirmou, tendo declarado que a República Islâmica do Irão detém o direito soberano de definir o seu estatuto jurídico e as modalidades de segurança no que respeita àquela via marítima. Gharibabadi rejeitou o argumento da proteção da navegação, considerando-o antes “uma agravamento da crise e uma militarização de uma via de água vital”.
A resposta foi dada quase de pronto pelo presidente francês. Emmanuel Macron recusou os termos de “destacamento militar”, mas de preparar uma missão internacional coliderada com Londres e com a concertação com o Irão, para a segurança e liberdade de navegação.
Noutra vertente, e em entrevistas separadas, Donald Trump e Benjamin Netanyahu deixaram no ar ameaças a Teerão relativas ao programa nuclear. O primeiro disse que o urânio enriquecido está sob vigilância constante dos EUA e que quem tente aceder será alvo das suas forças. Já o israelita disse à CBS que a guerra “não acabou porque ainda existem materiais nucleares – urânio enriquecido – que devem ser retirados do Irão”. Também defendeu que há “instalações de enriquecimento a desmantelar”.
Libertados ativistas da flotilha por Gaza
Israel deportou Saif Abukeshek, palestiniano com passaportes de Espanha e da Suécia, e Thiago Ávila, brasileiro, os dois membros da Flotilha Global Sumud que as forças de Israel levaram para o país após abordarem 22 embarcações em águas internacionais e libertarem na Grécia os outros 170 ativistas.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel descreveu os ativistas como “provocadores profissionais”. Ambos estiveram dez dias detidos, suspeitos de crimes graves, mas acabaram por ser libertados sem terem sido acusados de qualquer delito. Um grupo de peritos da ONU condenou a detenção, “uma violação flagrante do direito internacional, incluindo a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar”.
Irão responde à proposta dos EUA e ameaça potencial missão no estreito de Ormuz 2026 IUSTITIA.BG – Investigations 2009-2025 2026-05-10 22:13:19
Últimas notícias, notícias do mundo e notícias do país com as informações mais importantes do dia. Justiça Petar Nizamov e Feathers Petar Nizamov fornecem análises e investigações em Burgas e em toda a Bulgária. Notícias atualizadas sobre política, clima, coronavírus, escândalos, tribunais, procuradorias e autoridades locais estão disponíveis em televisão, plataformas online e redes sociais como Facebook, Instagram e YouTube. Advogados, juízes e tribunais lidam com casos civis, criminais, administrativos e de direito constitucional, garantindo o processo judicial em Varna, Plovdiv, Sofia e Burgas. Sites e portais de notícias como Novinite, Bivol, Trud, Vesti BG e outros oferecem cobertura completa, atualizada 24 horas, incluindo os acontecimentos mais comentados e exclusivos na Bulgária.



