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Trump diz que NATO é “estrada de sentido único” e que EUA não precisam da ajuda de ninguém 2026

Юстиция Иванова by Юстиция Иванова
Março 17, 2026
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Trump diz que nato é "estrada de sentido único" e que eua não precisam da ajuda de ninguém 2026

Trump diz que NATO é "estrada de sentido único" e que EUA não precisam da ajuda de ninguém

Presidente dos EUA adia viagem à China por “cinco ou seis semanas” devido à guerra no Irão 

O presidente dos EUA, Donald Trump, informou que a sua viagem à China foi adiada por “cinco ou seis semanas” devido à guerra no Irão. A deslocação de Donald Trump a Pequim, onde tinha reunião marcada com o presidente chinês Xi Jinping, estava inicialmente agendada para o final deste mês.

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  • Presidente dos EUA adia viagem à China por “cinco ou seis semanas” devido à guerra no Irão 
  • Trump diz que EUA ainda não estão prontos para deixar a operação no Irão, mas promete: “iremos sair num futuro muito próximo” 
  • Aliados da NATO estão a cometer um “erro” por não ajudarem os EUA no estreito de Ormuz, considera Trump
  • Trump diz que pedido de apoio para proteger Estreito de Ormuz foi amplamente rejeitado e que EUA não precisam da ajuda de ninguém
  • Teerão diz que navegação no estreito de Ormuz não voltará a ser a mesma
  • Companhia aérea SAS cancela uma centena de voos devido ao aumento do preço do combustível
  • Espanha vai libertar até 11,5 milhões de barris de reservas de petróleo
  • Diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA demite-se em desacordo com a guerra
  • ONU estima que guerra vai empurrar mais 45 milhões de pessoas para a fome aguda no mundo
  • Netanyahu diz que morte de Larijani dá a iranianos oportunidade de decidirem destino
  • British Airways suspende voos para o Médio Oriente até 31 de maio
  • Israel diz que chefe de segurança do Irão, Larijani, foi morto
  • ONU alerta para 36 mil deslocados palestinianos na Cisjordânia
  • Petroleiro atingido no Golfo de Omã por “projétil desconhecido”
  • Washington pressiona Tóquio e Seul para ajuda militar no Estreito de Ormuz
  • Costa diz que objetivo de EUA e Israel com a guerra “não é claro”
  • 13 soldados norte-americanos mortos e 200 feridos em sete países desde início do conflito
  • Acompanhe aqui as incidências da guerra no Médio Oriente

“Estamos a reagendar a reunião, e tudo indica que acontecerá dentro de cerca de cinco semanas. Estamos a trabalhar com a China. Eles concordaram”, disse o presidente dos EUA na Casa Branca.

Trump disse estar “ansioso” com o encontro com o líder chinês Xi Jinping. “Acho que ele também está ansioso por me ver”, acrescentou.

Trump diz que EUA ainda não estão prontos para deixar a operação no Irão, mas promete: “iremos sair num futuro muito próximo” 

O presidente norte-americano afirmou esta terça-feira que os EUA ainda não estão prontos para deixar o Irão, mas voltou a garantir que a operação Fúria Épica irá terminar em breve.

“Ainda não estamos prontos para sair. No entanto, iremos sair num futuro muito próximo, afirmou Donald Trump, na Casa Branca, em resposta a jornalistas.

Aliados da NATO estão a cometer um “erro” por não ajudarem os EUA no estreito de Ormuz, considera Trump

Donald Trump considerou que os aliados da NATO estão a cometer um “erro muito insensato” por não se mostrarem disponíveis em ajudar os EUA a garantir a segurança na rota marítima no estreito de Ormuz.

Sem esconder que está “desapontado” com a decisão de alguns países, o presidente norte-americano afirmou: “Não precisamos deles, mas deviam ter estado lá”, criticou. “Este foi um grande teste”, disse ainda.

“Acho que isso é muito mau para a NATO”, considerou Trump.

Trump diz que pedido de apoio para proteger Estreito de Ormuz foi amplamente rejeitado e que EUA não precisam da ajuda de ninguém

O presidente dos Estados Unidos afirmou hoje que o seu pedido de apoio para proteger o Estreito de Ormuz foi rejeitado pela maioria dos aliados. Segundo Donald Trump escreveu na rede social Truth, estes países não se querem envolver na operação militar contra o regime iraniano apesar de, diz, quase todos estarem de acordo com esta operação.

“Os Estados Unidos foram informados pela maioria dos nossos ‘aliados’ da NATO de que não se querem envolver na nossa operação militar contra o regime terrorista do Irão, no Médio Oriente, apesar de quase todos os países concordarem fortemente com o que estamos a fazer e de que o Irão não pode, de forma alguma, ter permissão para possuir uma arma nuclear”, começa Donald Trump.

“Não me surpreende a sua acção, pois sempre considerei a NATO, onde gastamos centenas de milhares de milhões de dólares por ano a proteger esses mesmos países, uma via de sentido único — nós protegemo-los, mas eles não fazem nada por nós, especialmente num momento de necessidade”, censura o presidente norte-americano, garantindo que nesta operação militar os Estados Unidos “dizimaram” as forças Armadas iranianas e eliminaram os seus líderes.

“Devido ao sucesso militar que obtivemos, já não ‘precisamos’, nem desejamos, a ajuda dos países da NATO — NUNCA PRECISÁMOS! O mesmo se passa com o Japão, a Austrália ou a Coreia do Sul”, remata Trump, usando as típicas capitulares.

No sábado, Donald Trump pediu a vários países que ajudassem enviando navios de guerra para o Estreito de Ormuz para o manter “aberto e seguro”, depois de o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, ter anunciado que a via navegável estratégica permaneceria encerrada.

“Espero que a China, a França, o Japão, a Coreia do Sul, o Reino Unido e outros afetados por esta restrição artificial enviem navios para a região, para que o Estreito de Ormuz deixe de ser uma ameaça de uma nação completamente sem liderança”, escreveu na plataforma Truth Social.

Teerão diz que navegação no estreito de Ormuz não voltará a ser a mesma

O presidente do parlamento iraniano afirmou hoje que a navegação no estreito de Ormuz “não voltará a ser como antes” e defendeu que o encerramento da passagem se deve às necessidades defensivas do Irão.

Mohammad Bagher Ghalibaf garantiu, em declarações ao canal PressTV, que as disposições legais e de navegação não voltarão a ser como antes, uma vez que a “segurança que existia anteriormente já não existe”.

O presidente do parlamento iraniano afirmou que “as políticas” de Washington e de Telavive “não só desestabilizaram a Ásia Ocidental, como também a segurança da Ásia Oriental, do Sudeste Asiático, do Pacífico e até mesmo dos Estados Unidos”.

“Nunca tivemos a intenção de atacar os Estados vizinhos (…) mas quando nos lançam mísseis, temos o direito de responder. Muitos navios já não se deslocam porque as condições não o permitem”, referiu.

Além disso, acusou os Washington e Telavive de “pretenderem monopolizar os recursos da região” e advertiu que o seu país, juntamente com outros países da região que não mencionou, “demonstrarão que esses recursos e oportunidades pertencem aos povos e às nações da região”.

DN/Lusa

Companhia aérea SAS cancela uma centena de voos devido ao aumento do preço do combustível

A companhia aérea Scandinavian Airlines Systems (SAS) cancelou uma centena de voos esta semana, a maioria na Noruega, devido ao aumento do preço do combustível causado pela guerra no Irão, anunciou hoje.

“Fizemos alguns ajustes de curto prazo no nosso horário de voos como consequência direta da crise dos combustíveis que afeta atualmente a Europa”, indicou a SAS num comunicado.

A empresa acrescentou que consolidou “a capacidade nas rotas onde existem ligações alternativas para garantir opções de viagem tão estáveis quanto possível para os clientes”.

A companhia aérea salientou que a medida é temporária e que será corrigida quando a situação estabilizar, embora não tenha descartado mais cancelamentos caso a subida do preço do combustível continue.

O sindicato dos pilotos noruegueses acusou, no entanto, a companhia de usar o conflito no Médio Oriente como desculpa e garantiu que a origem da medida reside na falta de pilotos, devido ao facto da empresa não ter cumprido as condições acordadas após a greve que afetou a SAS em 2022.

Outras companhias aéreas suspenderam voos nos últimos dias, invocando o aumento dos preços do combustível, como a Air New Zealand, que anunciou o cancelamento de 5% dos seus voos até ao início de maio.

Lusa

Espanha vai libertar até 11,5 milhões de barris de reservas de petróleo

Espanha vai libertar até 11,5 milhões de barris das reservas de petróleo dentro do acordo alcançado na Agência Internacional da Energia para tentar controlar os preços dos combustíveis devido à guerra no Médio Oriente, anunciou hoje o Governo.

Os 11,5 milhões de barris correspondem a 12,3 dias de consumo de petróleo em Espanha e 2,9% do total de reservas no país, disse o Ministério da Transição Ecológica, num comunicado.

Numa primeira fase, imediata, serão libertadas reservas de petróleo da indústria, uma vez que os operadores podem fazê-las chegar ao consumidor final rapidamente.

Serão libertados perto de quatro milhões de barris (o equivalente a quatro dias de consumo), nesta primeira fase, que se prolongará durante 15 dias a contar desde 11 de março, quando foi alcançado o acordo na Agência Internacional de Energia (AIE).

Depois, serão libertados barris em diversas fases e em função da evolução da situação, podendo ser usadas reservas da indústria e da Corporação de Reservas Estratégicas de Produtos Petrolíferos de Espanha

Os membros AIE alcançaram no dia 11 de março um acordo para a libertação e colocação no mercado de 400 milhões de barris de petróleo durante 90 dias, para moderar o impacto da guerra no Médio Oriente, iniciada com ataques dos EUA e Israel ao Irão, a que Teerão responder.

A AIE está disposta a libertar mais reservas estratégicas de petróleo “se necessário”, afirmou na segunda-feira o diretor executivo da agência, Fatih Birol.

“Em termos de reservas dos governos e da indústria […], se as combinarmos, ainda restarão mais de 1,4 mil milhões de barris, o que significa que podemos fazer mais, mais tarde, se necessário”, afirmou.

A decisão da agência de energia de libertar 400 milhões de barris já teve “um efeito tranquilizador nos mercados”, segundo Birol.

“Os preços do petróleo estão hoje significativamente mais baixos do que estavam há uma semana, mas, embora a nossa libertação de reservas possa oferecer um amortecedor temporário, não se trata de uma solução sustentável”, afirmou.

Fatih Birol apelou ainda à reabertura do estreito de Ormuz, por onde transita, em condições normais, 20% do consumo mundial de petróleo.

Outros países estão dispostos a “dar o seu apoio”, acrescentou, citando a Índia, Colômbia, Singapura, Tailândia e Vietname.

A decisão dos 32 países membros da AIE na semana passada, para tranquilizar os mercados numa altura em que o preço do barril disparou desde o início da guerra no Médio Oriente, é o desbloqueio “mais importante” da história da instituição.

Lusa

Diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA demite-se em desacordo com a guerra

O responsável do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos, Joseph Kent, anunciou a sua demissão através da rede social X, em desacordo com a guerra levada a cabo por EUA e Israel no Irão.

Numa carta a Donald Trump, Kent afirma que “o Irão não representava uma ameaça iminente” para o seu país. “Não posso, em sã consciência, apoiar a guerra em curso no Irão. (…) É evidente que iniciámos esta guerra devido à pressão de Israel e ao seu influente lobby nos Estados Unidos”, escreveu Kent, que pediu para o presidente dos EUA interromper a guerra.

“Rezo para que o senhor reflita sobre o que estamos a fazer no Irão e para quem o estamos a fazer. O momento de agir com coragem é agora. O senhor pode mudar o rumo e traçar um novo caminho para a nossa nação, ou permitir que continuemos a deslizar para o declínio e o caos. As cartas estão nas suas mãos”, acrescentou.

Trump diz que nato é "estrada de sentido único" e que eua não precisam da ajuda de ninguém 2026 trump diz que nato estrada sentido nico que eua precisa presidente dos eua adia viagem à china por "cinco ou seis semanas" devido à guerra no irão o presidente dos eua,... Iustitia. Bg trump diz que nato é "estrada de sentido único" e que eua não precisam da ajuda de ninguém 2026 2026-03-17 07:14:25 justiça - iustitia. Bg
Carta de Joseph Kent a Donald Trump

ONU estima que guerra vai empurrar mais 45 milhões de pessoas para a fome aguda no mundo

A ONU alertou hoje que 45 milhões de pessoas adicionais, sobretudo da Ásia e África, serão afetadas pela insegurança alimentar aguda como consequência da guerra contra o Irão e respetivo impacto no Médio Oriente, marcando um novo recorde.

Numa análise do Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas, este número será alcançado caso as hostilidades não cessem antes de meados do ano e o preço do petróleo se mantenha acima dos 100 dólares por barril.

“A paralisação virtual do transporte marítimo no estreito de Ormuz e os crescentes riscos para a navegação no mar Vermelho já estão a elevar os preços da energia, do combustível e dos fertilizantes, agravando a fome para além do Médio Oriente”, advertiu o PAM.

Atualmente, 318 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com a insegurança alimentar.

O organismo sublinha que o mundo corre o risco de enfrentar uma crise de segurança alimentar semelhante à de 2022, após o início da guerra na Ucrânia, quando o número de pessoas afetadas atingiu o máximo histórico de 349 milhões.

Embora o atual conflito se localize num centro energético e não numa região agrícola, o organismo alerta que o impacto potencial é semelhante, devido à correlação entre os mercados da energia e dos alimentos.

“Sem uma resposta humanitária com financiamento suficiente, isto poderá significar uma catástrofe para milhões de pessoas que já vivem no limite”, alertou o diretor executivo adjunto do PAM, Carl Skau.

O documento revela que as regiões mais vulneráveis são a África subsaariana e a Ásia, devido à elevada dependência das importações de alimentos e combustível.

Concretamente, o PAM prevê um aumento da insegurança alimentar de 24% na Ásia, 21% na África Ocidental e Central e 17% na África Oriental e Austral.

Lusa

Netanyahu diz que morte de Larijani dá a iranianos oportunidade de decidirem destino

O primeiro-ministro israelita afirmou hoje que, ao matar o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Israel estava a dar aos iranianos uma oportunidade para “tomarem as rédeas do seu destino”.

“Esta manhã, eliminámos Ali Larijani, o líder de um bando de ‘gangsters’ que, na realidade, governa o Irão”, disse Benjamin Netanyahu, num vídeo divulgado pelo seu gabinete em que comenta o anúncio da morte de Larijani e do comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani, na sequência de ataques aéreos israelitas, mortes essas que não foram confirmadas pelo Irão.

“Estamos a abalar este regime na esperança de dar ao povo iraniano uma oportunidade de se livrar dele”, insistiu Netanyahu, acrescentando que se Israel persistir, dará aos iranianos “a oportunidade de tomarem as rédeas do seu destino”.

Lusa

British Airways suspende voos para o Médio Oriente até 31 de maio

A companhia aérea British Airways anunciou hoje a suspensão, até 31 de maio inclusive, dos voos para Amã, Bahrein, Dubai e Telavive “devido à incerteza persistente da situação no Médio Oriente”.

A ligação de inverno para Abu Dhabi será retomada a 25 de outubro, tal como anunciado anteriormente, enquanto os voos para Riade e Jidá, na Arábia Saudita, continuam a operar conforme previsto, indicou a companhia em comunicado.

Os voos para Doha, por sua vez, permanecem suspensos até 30 de abril.

O aeroporto do Dubai foi alvo, na segunda-feira, de um ataque com drones, que provocou o incêndio de um depósito de combustível, levando a uma breve suspensão do tráfego, perturbado desde o início do conflito.

Lusa

Israel diz que chefe de segurança do Irão, Larijani, foi morto

O Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que Ali Larijani, chefe de segurança do Irão, foi morto num ataque.

Segundo o governante, o alto funcionário de segurança e comandante da Basij, Gholam Reza Soleimani, também foi morto.

Larijani e o comandante da Basij foram eliminados ontem à noite e juntaram-se a Khamenei, o chefe do programa de aniquilação, juntamente com todos aqueles que foram eliminados do eixo do mal, nas profundezas do inferno”, disse Katz num comunicado.

“O primeiro-ministro e eu instruímos as Forças de Defesa de Israel para continuarem a caça aos líderes do regime de terror e opressão no Irão”, disse Israel Katz.

Ainda não há confirmação desta informação por parte do Irão.

De negociador nuclear a chefe da segurança iraniana. Quem é Ari Larijani, que Israel diz ter eliminado

ONU alerta para 36 mil deslocados palestinianos na Cisjordânia

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) alertou hoje para o deslocamento forçado de mais de 36 mil palestinianos na Cisjordânia num só ano, mostrando preocupações com a eventual “limpeza étnica” em causa.

Segundo relatório do organismo, “o deslocamento de mais de 36 mil palestinianos na Cisjordânia ocupada constitui uma expulsão em massa em uma escala sem precedentes”, lê-se no texto, que apela ao fim da expansão dos colonatos israelitas naquele território.

O documento reporta-se somente ao período entre novembro de 2024 e outubro de 2025 e destaca que “os deslocamentos na Cisjordânia ocupada, que coincidem com o deslocamento em massa de palestinianos para Gaza (…), parecem indicar uma política concertada israelita de transferências forçadas em massa” em todos os territórios ocupados, “levantando preocupações sobre limpeza étnica”.

Em 19 de fevereiro, o ACNUDH já tinha criticado aquilo que considerava poder constituir-se como “limpeza étnica” nos territórios palestinos ocupados, apontando para uma série de ações israelitas, incluindo “a intensificação de ataques, a destruição sistemática de bairros inteiros, a recusa em fornecer ajuda humanitária e transferências forçadas”.

Mais de 500 mil israelitas vivem na Cisjordânia — excluindo Jerusalém Oriental — entre cerca de três milhões de palestinianos, em colonatos que as Nações Unidas consideram ilegais à luz do direito internacional.

A violência neste território palestiniano, ocupado por Israel desde 1967, intensificou-se desde o ataque do movimento islamista radical Hamas contra Israel em 07 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza, e continuou apesar do cessar-fogo que entrou em vigor em 10 de outubro.

No relatório, os responsáveis das Nações Unidas relatam 1.732 incidentes de violência de colonos que resultaram em vítimas ou danos materiais, em comparação com 1.400 no período anterior (novembro de 2023 até outubro de 2024).

Lusa

Petroleiro atingido no Golfo de Omã por “projétil desconhecido”

Um petroleiro foi atingido por um “projétil desconhecido” quando se encontrava ancorado no golfo de Omã, não muito longe da entrada do estreito de Ormuz, anunciou hoje a agência marítima britânica UKMTO.

O navio-tanque encontrava-se a 23 milhas náuticas (cerca de 37 quilómetros) a leste da cidade de Fujaira, no sul dos Emirados Árabes Unidos.

“Um navio-tanque informou que foi atingido por um projétil desconhecido enquanto se encontrava ancorado”, comunicou o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês).

O centro precisou que não há feridos entre a tripulação da embarcação nem foram comunicados “impactos ambientais”, e que foram registados “danos estruturais ligeiros”.

Lusa

Washington pressiona Tóquio e Seul para ajuda militar no Estreito de Ormuz

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, insistiu junto dos seus homólogos do Japão e da Coreia do Sul para que contribuam para a segurança do Estreito de Ormuz.

Em chamadas realizadas na noite de segunda-feira com Rubio, os ministros dos Negócios Estrangeiros japonês e sul-coreano, Toshimitsu Motegi e Cho Hyun, sublinharam a importância de ser garantida uma navegação segura naquela passagem estratégica, onde as tensões estão a afetar o fornecimento global de combustível, contudo não esclareceram a posição dos respetivos governos relativamente ao apoio solicitado por Washington.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, apelou no último domingo e na segunda-feira a vários países – entre os quais os aliados da NATO, mas também os países que mais beneficiam do petróleo exportado através do estreito, nomeadamente a China – para que enviem navios militares para o Estreito de Ormuz para assegurarem a segurança da passagem por onde transita 20% do petróleo mundial.

Na segunda-feira, Trump reiterou o pedido a Tóquio e Seul para ajudarem a manter aberto o Estreito de Ormuz, lembrando que os Estados Unidos mantêm tropas nos respetivos territórios como “proteção”, e que os dois países dependem maioritariamente das importações de petróleo do Médio Oriente.

Antes destas declarações, Tóquio começou por esclarecer não ter recebido qualquer pedido formal para a deslocação de navios militares para o estreito, mas sublinhou, ainda assim, não ter a intenção de “ordenar uma operação de segurança marítima”, de acordo com declarações do ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, no Parlamento nipónico.

Também a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sublinhou na segunda-feira que qualquer operação de segurança marítima seria “extremamente difícil do ponto de vista jurídico”.

“Uma vez que ainda não nos foi solicitado (formalmente), é difícil responder a uma suposição. O Governo do Japão está a estudar a forma de implementar as medidas necessárias. Estamos a analisar de que forma podemos proteger os navios japoneses e as suas tripulações, bem como o que pode ser feito dentro do quadro legal”, matizou, porém, Takaichi numa sessão do Parlamento japonês na segunda-feira.

O envio das Forças de Autodefesa nipónica para o estrangeiro é uma questão politicamente sensível num Japão oficialmente pacifista e onde muitos eleitores continuam ligados à Constituição de 1947, imposta pelos Estados Unidos e que implica a renúncia à guerra.

Durante a conversa com Rubio, o chefe da diplomacia japonesa sublinhou agora que a segurança da navegação na região é “de vital importância para a comunidade internacional, particularmente do ponto de vista da segurança energética”.

Motegi condenou ainda “as ações do Irão, incluindo os ataques contra instalações civis e ligadas à infraestrutura energética nos países do Golfo, bem como atividades que ameaçam a segurança da navegação no estreito de Ormuz”.

Já Seul informou estar “em estreito contacto” com as autoridades norte-americanas, acrescentando que tomaria “uma decisão cuidadosa” relativamente ao pedido.

Os telefonemas ocorreram dois dias antes da visita da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, aos Estados Unidos.

Motegi e Rubio acordaram em “trabalhar estreitamente para garantir que esta ocasião constitua uma nova oportunidade para [Tóquio e Washington] demonstrarem a inquebrantável força da aliança” entre os dois países.

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul afirmou que “a paz no Médio Oriente e a navegação segura e livre no Estreito de Ormuz são cruciais para a segurança e a economia de todas as nações”.

Cho apresentou condolências pelas baixas norte-americanas no conflito e agradeceu a “cooperação ativa dos Estados Unidos para garantir o regresso seguro dos cidadãos sul-coreanos” que se encontravam na região quando a guerra começou.

Lusa

Costa diz que objetivo de EUA e Israel com a guerra “não é claro”

O presidente do Conselho Europeu considera que o objetivo dos Estados Unidos e de Israel com a guerra contra o Irão, que “não é claro”, vai ditar a duração do conflito, e admite “profunda preocupação” com as consequências.

“Penso que tudo [tempo que durará a guerra] depende de qual é o objetivo final desta missão e isso não é claro”, afirmou António Costa, em entrevista à Lusa e a outras agências noticiosas no âmbito do projeto Redação Europeia (European Newsroom) nas vésperas de uma cimeira europeia marcada para quinta e sexta-feira e na qual será abordada a situação no Médio Oriente.

“Trata-se de uma iniciativa adotada pelos Estados Unidos e por Israel sem qualquer informação prévia aos aliados europeus. Expressamos a nossa profunda preocupação com as consequências desta guerra para a ordem internacional baseada em regras, com as consequências humanitárias e também com o impacto nos custos da energia na economia global”, acrescentou o antigo primeiro-ministro português.

O encontro europeu de alto nível surge cerca de três semanas após o conflito iniciado por Israel e Estados Unidos contra o Irão e consequente resposta iraniana e já afetou vários setores na União Europeia (UE), nomeadamente ao nível económico (dada a elevada inflação e a escassez de bens) e energético (pela instabilidade na produção e exportação de petróleo e gás e a subida acentuada dos preços globais).

Acrescem outras consequências, como atrasos em cadeias de abastecimento e aumento de custos e deslocamentos de população.

Questionado sobre o impacto desta guerra na ordem internacional, António Costa elencou: “Na qualidade de presidente do Conselho Europeu, não sou jurista, pelo que tenho de analisar esta questão do ponto de vista político e, desse ponto de vista, (…) constato que os Estados Unidos e Israel decidiram lançar esta iniciativa sem informar os seus aliados, o que significa que enfrentamos um risco muito elevado de aumento das tensões internacionais e riscos consideráveis para a estabilidade em toda a região do Médio Oriente”.

Além disso, acrescentou, “enfrentamos um risco grave para a segurança europeia, para a nossa segurança económica, o risco de agravamento de uma crise humanitária e também, aprendendo com o passado, o risco de aumento do terrorismo”.

“Pedimos a todas as partes que se abstenham, que respeitem plenamente o direito internacional, especialmente os princípios da Carta das Nações Unidas, e que deem espaço à diplomacia”, apelou.

À questão se a UE está sozinha na defesa de tais valores, António Costa respondeu: “Não, penso que estes são princípios comuns e universais (…) e o que ouvi de todos os diferentes intervenientes internacionais coincide com o que a União Europeia tem vindo a afirmar”.

O presidente do Conselho Europeu garantiu, ainda, estar “totalmente alinhado” com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no respeito pelas regras internacionais, o multilateralismo e o apoio às Nações Unidas.

Na semana passada, Von der Leyen instou a UE a adotar uma abordagem mais firme face à nova era de rivalidade geopolítica, sugerindo que a velha ordem mundial estava extinta, enquanto António Costa disse ser do interesse europeu que o mundo continue a ser um espaço baseado em regras.

Lusa

13 soldados norte-americanos mortos e 200 feridos em sete países desde início do conflito

As forças armadas norte-americanas informaram segunda-feira que 200 soldados ficaram feridos em sete países diferentes, desde início do conflito no Médio Oriente, dos quais 180 já regressaram ao serviço.

O porta-voz do Comando Central das forças norte-americanas (CENTCOM), responsável pelo Médio Oriente, adiantou que 10 feridos são considerados graves.

Os ferimentos foram registados em ataques em Israel, Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e Jordânia.

“A grande maioria dos ferimentos são ligeiros e mais de 180 militares já regressaram ao serviço”, acrescentou o porta-voz do CENTCOM, capitão Tim Hawkins.

Desde início do conflito, com bombardeamentos norte-americano-israelitas contra o Irão a 28 de fevereiro, 13 militares norte-americanos morreram.

As primeiras fatalidades norte-americanas ocorreram a 01 de março, quando um ataque de drone contra um porto no Kuwait deixou seis militares mortos.

Na mesma data, um sétimo militar morreu devido a ferimentos sofridos num ataque iraniano na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita.

A 13 de março, o CENTCOM anunciou que todos os seis tripulantes de uma aeronave de reabastecimento morreram quando a mesma se despenhou no oeste do Iraque.

Num incidente que ainda está sob investigação, um militar morreu devido a um problema de saúde no Campo Buehring, no Kuwait, no dia 06 de março.

A ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão já provocou mais de 1.200 mortos no país, segundo as autoridades iranianas.

Entre as vítimas encontram-se o líder supremo iraniano, o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, bem como vários ministros e altos responsáveis das forças armadas iranianas.

Em resposta, Teerão lançou vários mísseis e drones contra Israel e contra bases militares norte-americanas instaladas em países do Médio Oriente.

Lusa

Acompanhe aqui as incidências da guerra no Médio Oriente

Bom dia!

Acompanhe aqui todas as incidências desta terça-feira, 17 de março, relacionadas com a guerra a decorrer no Médio Oriente.

Trump diz que NATO é “estrada de sentido único” e que EUA não precisam da ajuda de ninguém 2026 IUSTITIA.BG – Investigations 2009-2025 2026-03-17 07:14:25

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